Servidores da área da saúde, exceto médicos, realizam uma manifestação nesta quarta-feira (7), em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em Belém, com o objetivo de sensibilizar os deputados e senadores a manterem os vetos à Lei do Ato Médico, que restringe a atuação dos profissionais da área.
“Vamos conversar com os deputados, para que levem nossa luta para Brasília durante a votação do projeto, que ocorre no próximo dia 20”, afirma Mario Antônio Vieira, presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). Além de enfermeiros, também participam do ato farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Uma comissão dos manifestantes será recebida por membros da Alepa para discutir sobre a reivindicação do grupo. “O Ato Médico representa a morte do SUS. Tira a autonomia dos profissionais de outras categorias, privilegiando os médicos, que não estão 24h nos hospitais e não lidam com muitos aspectos dos pacientes”, afirma Mario Antônio. “Com a aprovação do ato, um enfermeiro não poderia nem dar uma vacina em um paciente, pois isso seria exclusividade do médico”.
O protesto é nacional e ações similares ocorrem em todo o país. No dia 19, manifestantes de todo o país devem ocupar a galeria da câmara dos deputados e acampar no local, para participar da votação do projeto no dia 20.
(Gustavo Dutra/DOL)
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