O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar uma audiência pública no próximo dia 27, em Tucuruí, no sudeste do Pará, para discutir sobre a importância da manutenção do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região.
De acordo com uma apuração do MPF, o debate sobre o fim do escritório deve levar em conta as peculiaridades da região, como a presença de terras indígenas, os permanentes impactos decorrentes da usina hidrelétrica de Tucuruí, a pesca predatória no rio Tocantins, a extração ilegal de madeira e as carvoarias irregulares, que muitas vezes submetem trabalhadores a condições análogas às de escravos.
O debate será aberto à toda a população da região afetada pelo escritório, como os municípios de Baião, Pacajá, Goianésia Do Pará, Breu Branco e Novo Repartimento. O MPF também está convidando para a audiência representantes de órgãos e entidades estatais e de organizações não governamentais ligadas à proteção ambiental e à defesa da cidadania.
(DOL com informações do MPF)
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