Profissionais que atuam na Fundação Santa Casa de Misericórdia reclamam da falta de esclarecimentos do governo do Estado sobre a administração do novo hospital. A dúvida se a instituição vai se tornar uma Organização Social (OS) ou se será privatizada persiste entre os servidores, que colocaram a falta dessas informações em pauta na assembleia realizada nesta sexta-feira (9).
"Quem dirige essas OS?”. Essa foi uma das mais pontuais indagações dos servidores durante o debate, além da falta de confirmações oficiais sobre como ficará a administração. "Não estamos sendo tratados como profissionais deste hospital, pois não somos chamados pra reuniões e nem vemos a transparência nas licitações. Nós também nunca fomos chamados para visitar o novo prédio", disse um dos servidores presente na assembleia.
O governador Simão Jatene anunciou a inauguração da nova Santa Casa para o dia 30 deste mês, e negou a privatização, mas a categoria diz que por causa da falta de esclarecimentos, o temor do repasse da gestão da Fundação para a iniciativa privada segue unânime nos corredores do hospital.
Para o presidente da Associação dos Servidores da Santa Casa, Flávio Roberto Costa, “o governo só fala que não haverá privatização, mas não documenta o compromisso”, disse em entrevista ao Diário do Pará de hoje.
(Adriana Pereira/DOL com informações do Diário do Pará)
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