Com o filho já maior, com sete anos, o diretor de arte Jonh Bogéa também faz questão de manter contato direto e constante. Capaz de identificar muitos interesses em comum com Eduardo Bogéa, ele também reconhece a amizade estabelecida para além da relação de pai e filho. “A gente sempre conversa. Ele sempre liga pra mim e a gente conversa sobre as coisas que a gente gosta, videogame, filmes”, destaca. “Fico geralmente com ele nos finais de semana”.
Desde que o filho nasceu, Jonh teve a oportunidade de morar com ele por aproximadamente dois anos. Apesar da distância física e da saudade, porém, ele não deixa de ser presente na vida de Eduardo. “É importantíssimo manter esse contato com ele até porque o pai tem que estar presente o tempo todo”, acredita. “É um desafio maior quando não se mora com ele porque ele é disputado por toda a família, mas tem que manter o papel de pai de estar sempre presente. Morei junto com ele até o ano passado e ainda sinto muita saudade”.
O estudante de Engenharia de Controle e Automação, Fernando Flores, de 22 anos, descobriu que seria pai aos 19 anos. O jovem que, na época, mantinha um relacionamento de apenas quatro meses levou um susto quando a namorada revelou que estava grávida. “Ela começou a sentir alguns sintomas, mas não desconfiava que fossem de gravidez. Quando foi numa consulta, a médica disse que ela estava grávida de quatro meses”, conta.
O pai de Sofia, de 3 anos, disse que no início a situação foi complicada devido a sua pouca idade e por estar iniciando na faculdade. “Até um ano, eu só ficava com ela e não saía pra outros lugares. Sou filho caçula e meus pais já tinham passado por isso com meus dois outros irmãos, mas depois aceitaram”, afirma.
Fernando e a namorada chegaram a morar juntos por um ano e meio, mas depois de muitos desentendimentos o relacionamento acabou. “Tenho pouco tempo pra ficar com a Sofia, pois estou terminando a faculdade e faço pós-graduação aos sábados. No domingo (hoje), quero poder acordar com ela para aproveitar o Dia dos Pais”.
O estudante revela que a paternidade o fez amadurecer. “Hoje sou outra pessoa em todos os sentidos. Mais maduro e mais responsável por saber que tenho alguém dependente de mim”.
(Diário do Pará)
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