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Estudo ambiental do Tapajós termina em dezembro

O Ministério de Minas e Energia pretende entregar ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em meados de dezembro deste ano, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) dos dois primeiros de um total de sete empreendimen

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O Ministério de Minas e Energia pretende entregar ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em meados de dezembro deste ano, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) dos dois primeiros de um total de sete empreendimentos hidrelétricos projetados para o vale do Tapajós. São eles: São Luiz do Tapajós, entre os municípios de Itaituba e Trairão, e Jatobá, entre Trairão e Jacareacanga. São Luiz terá potência instalada de 6.133 MW e Jatobá, de 2.338 MW.

Além das duas citadas, uma terceira usina tem construção prevista no rio Tapajós – a hidrelétrica de Chacorão, com capacidade de geração para 3.336 MW. No rio Jamanxim, principal afluente do Tapajós pela margem direita, a Eletrobras projeta a construção de quatro usinas, todas de porte menor que as do rio principal e ainda sem data prevista sequer para o início dos estudos ambientais. São elas Jardim do Ouro, com capacidade de 227 MW, Cachoeira dos Patos (528 MW), Jamanxim (881 MW) e Cachoeira do Cai (802 M).

Essas informações foram fornecidas ontem, em Belém, durante coletiva de imprensa realizada à tarde com a participação do secretário executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia, Francisco Romário Wojcicki, e do superintendente de geração da Eletrobras, Sidney Lago. Da entrevista participou também a procuradora federal da Advocacia Geral da União Micheline Mendonça Neiva. Esta fez um breve relato das ações empreendidas pela União para respaldar judicialmente os estudos ambientais em curso no vale do Tapajós.

Os executivos do MME e da Eletrobras informaram, durante a coletiva, que foram retomados na última segunda-feira os trabalhos de campo para complementação de pesquisas na região.

ESTUDOS

Os resultados desse trabalho, iniciado em 2012, vão compor o Estudo de Impacto Ambiental, que será entregue ao Ibama no final deste ano. Eles garantiram que não haverá na jornada atual, como não houve nas anteriores, o ingresso de pesquisadores e pessoal de apoio em terras indígenas homologadas.

Francisco Romário Wojcicki informou que mais de duas centenas de profissionais, entre biólogos, assistentes de campo e pessoal de apoio e logística, estarão envolvidos na coleta de dados, nas duas etapas dos estudos. A primeira delas, iniciada no dia 12 deste mês, se estenderá até o dia 10 de setembro, cobrindo o período de vazante do rio Tapajós. A segunda etapa, entre 15 de setembro e 20 de novembro, cobrirá os períodos de seca e enchente, fase intermediária entre a seca e a máxima cheia do rio.

Pesquisadores terão reforço na segurança

Francisco Romário acrescentou que, como os trabalhos de campo serão feitos até novembro, ao longo da calha do rio, em locais de difícil acesso, isolados, sujeitos a acidentes e em áreas de exploração ilegal de garimpos e recursos madeireiros, as equipes de pesquisadores e auxiliares terão o respaldo de uma força tarefa de segurança.

Até o fim dos estudos na região, eles contarão com a proteção e o apoio logístico de 170 homens da Força Nacional de Segurança, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Francisco Romário enfatizou que as pesquisas são realizadas também durante a noite, o que requer cuidados.

RISCOS

Entre outros riscos potenciais, ele apontou a possibilidade dos cientistas acabarem se perdendo nas trilhas abertas na mata ou ainda eventuais ataques de animais. “O próprio ambiente dá ensejo a uma série muito grande de circunstâncias que podem exigir socorro imediato”, explicou.

Sidney Lago fez questão de destacar, em sua apresentação, o rigor científico dos estudos contratados pela Eletrobras. O trabalho, segundo ele, segue o Programa de Pesquisa em Biodiversidade, especificamente a metodologia Rapeld (Metodologia Rápida de Pesquisa Ecológica de Longa Duração). Essa metodologia, conforme frisou, foi definida no Termo de Referência, que prevê a realização em um ciclo hidrológico completo do rio, em quatro campanhas – nos períodos de seca, enchente, seca e vazante.

(Diário do Pará)

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