Já estão em circulação desde a manhã deste sábado (17) os selos dos Correios que retratam cemitérios brasileiros tombados como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A emissão destaca as referências históricas, artísticas e arquitetônicas de cada um, como forma de valorizar aspectos sociais, culturais e econômicos das regiões onde estão localizados.
A Diretoria Regional do Pará realizou às 9h30, no Cemitério da Soledade, um dos quatro cemitérios tombados pelo IPHAN e homenageados pela empresa no lançamento da emissão especial "Cemitérios Brasileiros - Patrimônio Cultural". Completam a lista o Cemitério de Santa Isabel de Mucugê/BA, transformado em patrimônio em 1980, o Portão do Cemitério de Arez/RN (1962), e o Cemitério do Batalhão/PI (1938).
Tombado pelo IPHAN em 1964 com inscrição no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, o Cemitério da Soledade foi inaugurado em 1850 em meio a epidemias de febre amarela, varíola e cólera na capital paraense. Com apenas 30 anos de utilização e mais de 30 mil sepultamentos, o esáço conseguiu manter várias características do século XIX. Ali se encontram referências artísticas e arquitetônicas e os valores da sociedade da época em seus aspectos sociais, culturais e até econômicos, uma vez que já se sentiam os efeitos do Ciclo Áureo da Borracha.
Esta necrópole surgiu nos moldes dos cemitérios monumentais europeus, ocupando uma quadra inteira no bairro de Batista Campos, um dos mais nobres de Belém. Sua inauguração marca o momento histórico da transferência dos sepultamentos anteriormente feitos em Igrejas para um local específico para esse fim, onde ricos e pobres dividiam o mesmo solo.
(DOL)
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