A 8° Parada da Diversidade Sexual de Ananindeua reuniu milhares de pessoas, no bairro da Cidade Nova II, na Praça da Bíblia, na tarde de ontem. A festa se formou ao som das bandas Rosa Malandra, Guto Oxgel e Geração Tolerância. O movimento seguiu até o Ginásio do Abacatão, atrás de três trios elétricos. A organização do evento estimava um público de 50 mil pessoas.
A concentração começou às 14h, mas a saída do percurso se deu às 16h30, quando o espaço já estava tomado pelo manifesto. Os DJs Taz e Thiago Toscano garantiram a animação no trajeto. “Fazemos isso para conseguir a lei contra a homofobia e para mostrar no que já avançamos. É de suma importância que a sociedade veja isso”, afirma Heloisa Freitas, da Associação pela Livre Orientação Sexual de Ananindeua (Alessa), uma das organizadoras da parada.
O tema do movimento esse ano é “a homofobia mata e a impunidade enterra”, a maior luta desse público. “De março para cá já perdemos dois ativistas vítimas de homofobia em Ananindeua, é ela que nos mata. Mas a impunidade é outro grande problema, é a nossa luta”, comenta a organizadora.
FANTASIAS
Entre fantasias dos mais variados tipos, cores e tamanhos, Layla Almeida chamava atenção pelos cabelos loiros, trajes pequenos e pela purpurina espalhada pelo corpo. “Estamos aqui para mostrar que a gente é gente. Estamos lutando por isso”, disse. O universitário Gabriel Sulivan preferiu uma fantasia de diabo. “Tanta gente acha que somos o demônio, isso aqui é uma sátira. É o momento que todo mundo se liberta”, conta.
Rose Nascimento e Vera Rodrigues, casadas há três anos, não deixam de participar da parada em nenhum ano. “É para apoiar a nossa comunidade que nós estamos aqui desde a primeira parada”, diz Vera. “E também é para mostrar que a gente é normal, tanto quanto outro casal hétero”, completa Rose.
Homens do 6º Batalhão da Polícia Militar fizeram a segurança de toda parada, desde a concentração.
(Diário do pará)
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