O Ministério da Saúde inicia esta semana em todo o país uma grande campanha de atualização das vacinas para crianças menores de cinco anos. A ação começa no dia 24 e dura até o dia 30 de agosto. No Pará, 1800 salas de vacinação estarão abertas às famílias que desejem colocar em dia a vacinação dos pequenos.
Segundo o Ministério da Saúde, até os quatro anos de idade a criança precisa ter sido submetida a pelo menos 23 doses de vacinas diferentes para garantir imunidade. A coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Jaira Ataide, explica que a maior parte delas, se seguido o cronograma de vacinação do Ministério da Saúde, concentra-se nos 12 primeiros meses de vida.
“Se a criança recebe as vacinas antes de ter completado o primeiro ano de vida ela fica devidamente protegida contra 14 tipos de doenças. Depois disso, ela toma a 2ª dose da triviral aos 15 meses e as doses de reforço dos 4 a 6 anos e aí segue o quadro vacinal para adolescentes, adultos e idosos”.
Expectativa
Com a campanha multivacinal, a expectativa é atingir pais que por um motivo ou outro deixaram de vacinar seus filhos na data certa. “Não há uma meta específica a ser batida no Estado. Estamos trabalhando com o resíduo das metas mensais dos municípios, será uma meta de resgate que vai variar de município para município. Nas doses de retorno, acontece de alguns pais atrasarem a ida aos postos”, afirma Jaira.
Não é o caso da coordenadora técnica Luciane da Conceição. Mãe de Sara, de um ano e 11 meses, ela não descuida do cartão de vacinação e as idas ao posto de saúde fazem parte de sua agenda.
“Procuro um posto de saúde até mais distante da minha casa por achá-lo mais organizado. Nesse momento o que interessa é mesmo a saúde da minha filha”, reflete a mãe que, fica sentida com o choro da menina, mas faz questão da vacinação. “É uma dorzinha para o bem dela. A vacina dá a segurança de que estará protegida. A coisa mais difícil do mundo é ela ficar doente”, comemora Luciane.
Avó de Marcos Davi, de 3 meses, Marta Vasconcelos ajuda a filha com a saúde do menino. “A mãe teve que ir trabalhar e eu trouxe pra vacinar porque o importante é poder garantir a saúde dele”, disse Marta com Marcos no colo após a aplicação da primeira dose da vacina que protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras doenças. Para participar da campanha é indispensável a apresentação do cartão de vacinação.
(Diário do Pará)
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