Os servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realizam hoje, uma assembleia geral em Belém, a partir das 9h, na Paróquia de Nossa Senhora de Aparecida, na Pedreira.
A reunião ocorre de forma simultânea a assembleias realizadas em Altamira e Marabá para discutir a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e se vão aderir a uma paralisação nacional no dia 30 que poderá gerar indicativo de greve, caso o Governo do Estado não conceda a principal reivindicação da categoria: um aumento do vencimento base de 34% a fim de que o valor se assemelhe à média nacional do vencimento base da defesa agropecuária, de R$ 2.200,00, fora as gratificações.
Valor
O valor pago no Estado atualmente é de R$ 1.641 para nível superior. Um grupo de servidores, e ainda do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agropecuário e Fundiário do Estado do Pará (Stafpa), compareceu à Assembleia Legislativa durante a sessão de ontem, na tentativa de sensibilizar o parlamento para a situação. O deputado Edmilson Rodrigues protocolou requerimento de solidariedade à causa.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reconheceu em cerimônia realizada no município de Paragominas no domingo, 18, que o Estado está livre da febre aftosa, mas a ocasião foi menos festiva do que se esperava.
Revoltados por sequer terem sido citados, os servidores presentes ao evento vaiaram o governador Simão Jatene e protestaram por salários dignos. “Fomos recebidos pelo governo porque fomos até Paragominas, mas antes, somente técnicos nos recebiam para ouvir as reivindicações”, contou o fiscal da Adepará, Joelson Souza.
“Acham que nossas reivindicações são só referentes a salário, e chamam o resto de penduricalhos, usam esse termo”, revelou Keila Souza, também fiscal da Adepará. “Não houve um agradecimento aos servidores durante a cerimônia, o Governo faz pouco caso da função que desempenhamos, que é uma carreira exclusiva de Estado, e chega a contratar temporários para a fiscalização”.
No último dia 7, o Centro Integrado de Governo (CIG) recebeu a Adepará e ofereceu uma contraproposta à minuta do PCCR - encaminhada pelos servidores à Secretaria de Estado de Administração, em outubro de 2012 - de aumento de 4% a cada três anos, além de gratificação de titularidade a quem tem especialização, mestrado e doutorado.
A oferta não foi aceita por não beneficiar quem tem somente o nível superior. Após o protesto de domingo, Jatene se comprometeu em apresentar, até o dia 30, uma proposta de PCCR reformulada.
(Diário do Pará)
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