A questão da atenção básica na rede pública de saúde do Estado e ausência de acompanhamento pré-natal foram alguns dos temas discutidos em uma reunião realizada na manhã de ontem (20), no auditório da Santa Casa, com a presença do diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, da presidente da Santa Casa, Maria Eunice Begot, do secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco e do presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), José Ribamar Santos.
O diretor do Sindmepa, João Gouveia, que propôs a sessão como conselheiro do CES, criticou o Estado pela falta de investimentos na área. “O pré-natal tem que funcionar, especialmente em Belém, de onde provém 50% dos bebês que nascem na Santa Casa”, afirmou. E disse ainda que o município de Belém precisa ter um hospital materno-infantil que realmente funcione para a atenção básica.
Gouveia criticou ainda o programa Presença Viva, que leva atendimento de saúde ao interior. “A Sespa não tem que fazer isso. O próprio CES já condenou esse programa como política pública da saúde. A Sespa tem que cobrar dos municípios que façam o dever de casa”.
Rede
Construir uma rede de atenção regional materno-infantil para atender, inclusive, alto risco seria outra iniciativa eficaz apontada pelo representante do Sindmepa para os problemas da saúde no Pará.
“O problema não é a Santa Casa, mas o hospital precisava melhorar sua infraestrutura. Melhorar a atenção básica é uma medida a longo prazo” , explicou o presidente do CES, José Ribamar Santos.
A presidente da Santa Casa, Maria Eunice Begot disse que “40% dos bebês que chegam são de peso muito baixo. A maioria são de grávidas que não fizeram um pré-natal adequado”, afirma.
Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, mais de 30% das gestantes atendidas por mês na Santa Casa são mães adolescentes.
(Diário do Pará)
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