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Secretário de Saúde reconhece deficiência no Pará

O I Congresso Internacional de Perinatologia contou com presenças ilustres. Na cerimônia de abertura, realizada na noite de terça-feira (20), o secretário de Estado de Saúde (Sespa), Dr. Hélio Franco, reconheceu a deficiência do Pará quanto à assistência

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O I Congresso Internacional de Perinatologia contou com presenças ilustres. Na cerimônia de abertura, realizada na noite de terça-feira (20), o secretário de Estado de Saúde (Sespa), Dr. Hélio Franco, reconheceu a deficiência do Pará quanto à assistência médica e disse ainda que a maior dificuldade da saúde pública é chegar aos municípios do Marajó e oeste paraense, onde existe mais de 2 milhões de população ribeirinha.

“Precisamos investir mais na atenção básica de cada município, conforme a necessidade de cada um, além de melhorar a capacitação dos nossos profissionais que trabalham diretamente com a perinatologia”, ressaltou o secretário.

Em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era de 47 por mil nascidos vivos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2011, o número caiu para 16 por mil nascidos vivos. Um número ainda expressivo se comparado com os índices de países desenvolvidos que é de 2 a 3 por mil nascidos vivos. Além disso, o Pará está em segundo lugar do ranking dos estados brasileiros com piores índices de mortalidade infantil.

O coordenador da área técnica de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Dr. Paulo Bonilha, acredita que o Brasil precisa lutar cada vez mais pelo desenvolvimento integral das crianças. Durante seu discurso, lembrou que é necessário diminuir não apenas os índices de mortalidade infantil, mas também a mortalidade materna.

O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dr. Eduardo Vaz, também veio a Belém para participar do Congresso e destacou que, todos os anos, cerca de 45 mil crianças morrem no Brasil antes de completar um ano de vida e 25% deles morrem no primeiro dia de vida.
“Não sei se temos muito o que comemorar. Enquanto o Brasil gasta milhões para preparar as cidades para receber olimpíadas, copa do mundo, enfim, e não tem dinheiro para assistência à saúde, creches para nossas crianças. Falta muita coisa”, afirma Eduardo Vaz.

Devido o quadro alarmante de mortalidade infantil e materna, a Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape) tomou a iniciativa de reunir conhecimentos nacionais e internacionais para capacitar os profissionais que trabalham diretamente com a perinatologia.

“Precisamos juntar esforços de uma equipe multidisciplinar para alcançar o sucesso. E não vamos desistir até que as nossas crianças tenham uma assistência adequada e mais humanizada”, ressalta Rejane Cavalcante, presidente da Sopape.

Para mais informações acesse o site www.sopape.com.br.

(DOL com informações da assessoria)

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