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Servidores da Santa Casa protestam e são barrados

Servidores da Santa Casa de Misericórdia do Pará fizeram um protesto na manhã de ontem (21), em frente ao hospital, exigindo que os funcionários Flávio Roberto da Costa e André Luiz Formigosa fossem liberados para exercerem suas atividades. Os servidores

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Servidores da Santa Casa de Misericórdia do Pará fizeram um protesto na manhã de ontem (21), em frente ao hospital, exigindo que os funcionários Flávio Roberto da Costa e André Luiz Formigosa fossem liberados para exercerem suas atividades. Os servidores foram afastados das funções desde o dia 9 deste mês após denúncia de que eles teriam feito denúncias das péssimas instalações do hospital. Alegando a não interferência dos funcionários no andamento de um processo administrativo disciplinar, foi determinado através de portarias publicadas no Diário Oficial do Estado e assinadas pela presidente do hospital, Maria Eunice Begot, o afastamento por 60 dias.

Os servidores formaram uma comissão para tentar dialogar com a direção do hospital, mas funcionários informaram que não havia ninguém na diretoria para atendê-los e foram barrados de entrar no local. “Passei de servidor a vilão. Como eu não posso entrar no local onde eu trabalho? É ditadura”, disse Flávio. “Colocaram um cadeado na porta da associação. Isso é um total desrespeito e abuso de poder. Já estávamos cobrando melhorias há muito tempo e, como não obtivemos resposta, denunciamos as irregularidades”, afirma Flávio Roberto, servidor e presidente da Associação dos Servidores da Santa Casa, que funciona no local.

Sem obter resposta, Flávio Roberto, que também é dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará e Municípios (Sepub), disse que vai protocolar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e deve ingressar com uma ação no Ministério Público contra a direção do hospital. “A presidente (Maria Eunice) sempre ignorou os pedidos de reunião do sindicato. Não tem ninguém pra responder, nem pra liberar nossa entrada. Então estão comprovando que a Santa Casa está abandonada. Vamos à OAB e MP pra abrir um processo contra a gestão”, explica.

Hospital pode ter greve, diz presidente de federação

O presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado do Pará, Valdo Martins, que participou do ato disse que foi entregue um ofício nas mãos do secretário de Estado de Saúde , Hélio Franco, e protocolado na Santa Casa, solicitando o retorno imediato dos servidores às funções. “Tentamos um diálogo, mas a gestão se mostra antidemocrática. Vamos fazer uma assembleia na próxima semana para propor uma paralisação e, se continuar a arbitrariedade, vamos organizar uma greve por tempo indeterminado. E os únicos responsáveis são a gestão e o governo”, afirma Valdo.

De acordo com os manifestantes, a presidente Maria Eunice proibiu que os servidores participassem do ato. Eles também protestaram contra a terceirização dos serviços prestados na instituição, contra o assédio moral por parte dos gestores, contra a privatização do hospital e contra as precárias condições de trabalho e infraestrutura da instituição.

Maquiagem

“Fizeram uma maquiagem. As instalações do prédio estão precárias. Aqui fora passaram um cal, mas lá dentro tá podre. Tem rato, osga, barata, tudo tem no laboratório onde se colhe sangue”, denuncia Flávio.

Segundo a Fundação Santa Casa do Pará (FSCMPA) , em nota , a Procuradoria Fundacional informou que os servidores em questão foram afastados por 60 dias sem prejuízo à sua remuneração em conformidade com as disposições legais constantes no Regime Jurídico Único (RJU), obedecendo aos princípios constitucionais e administrativos, sobretudo ao devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa.

A nota diz ainda que é “Importante esclarecer que o servidor Flávio Roberto Costa não é mais presidente da Associação dos Funcionários da Santa Casa desde junho deste ano, quando teve seu mandato de quatro anos encerrado”.

Quanto à manifestação, a nota diz que, em parte, houve comprometimento na qualidade do atendimento da recepção do hospital, “uma vez que os servidores ali lotados foram impedidos de trabalhar por conta da aglomeração na entrada do hospital pelos sindicalistas e outros poucos servidores e que por esse

motivo há de se ter registro de pacientes e usuários da Instituição que ficaram sem atendimento e/ou tiveram dificuldade para tal”.

A Santa Casa diz que a direção do hospital participava do Seminário de Estratégia e Profissionalização da Gestão Pública, no Hangar.

(Diário do Pará)

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