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Câmara debateu graves problemas da Santa Casa

A situação da Santa Casa de Misericórdia foi debatida em audiência pública na Câmara Municipal de Belém (CMB), na tarde de ontem. O debate foi solicitado pelo Sindicato de Médicos do Pará (Sindimepa) e outras associações ligadas à saúde, em meio aos rumor

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A situação da Santa Casa de Misericórdia foi debatida em audiência pública na Câmara Municipal de Belém (CMB), na tarde de ontem. O debate foi solicitado pelo Sindicato de Médicos do Pará (Sindimepa) e outras associações ligadas à saúde, em meio aos rumores de possível privatização da maternidade e das denúncias sobre falta de estrutura e perseguição a funcionários.

De acordo com o presidente do Sindimepa, João Gouveia, é preciso encontrar uma solução para os problemas do setor materno-infantil da Santa Casa. “O problema, de fato, não está lá, mas só o Governo pode tomar as providências cabíveis. A regulação do Estado e município precisa funcionar, temos que descentralizar o atendimento para outros hospitais públicos e também para os privados conveniados ao SUS”, argumenta.

Sobre a suposta privatização, o Sindicato se mantém contra. “A privatização não traz melhorias, aqui poderiam funcionar como OSs [Organizações Sociais], mas não vemos benefícios. O Hemopa e o Instituto Evandro Chagas são dois exemplos de serviços públicos de excelência. Mas o Governador diz que não vai privatizar e a gente espera que não”, comenta Gouveia.

Para o presidente da Comissão de Saúde da CMB, vereador Helenilson Santos (PT do B), a discussão era necessária. “Precisamos discutir o modelo de gestão da Santa Casa e ela precisa vir defender esse modelo, saber se vai privatizar, se vai terceirizar”, declara.

Diante das discussões, denuncias de funcionários da Maternidade também foram feitas. “Quem era suspeito de ter feito denuncias foi afastado sumariamente do trabalho. Lá está acontecendo assédio moral, perseguição a funcionários. A questão da cozinha sem estrutura e suja é séria, tem uma nova há dois anos passando para se adequar tecnicamente e enquanto isso a velha continua em uso”, comenta um funcionário que preferiu não ser identificado. Os servidores têm dúvidas sobre a privatização.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMB, vereadora Sandra Batista (PCdoB), ressalta que as denúncias precisam ser apuradas. “Queremos informações sobre os graves problemas na estrutura, dos afastamentos de funcionários e da terceirização, entregamos requerimento ao Governo do Estado com as solicitações. A Câmara Municipal precisa se envolver nessa discussão, já que a maternidade é em Belém e atende tanta gente daqui”, defende.

Dione Cunha, diretora de Políticas de Atenção e Integração à Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, negou privatização. “ Estamos capacitando profissionais, e inserimos outras regiões na Rede Cegonha. Precisamos nos organizar em rede para atender melhor. Sobre a privatização, não vai haver, apenas algumas terceirizações”, afirma.

(Diário do Pará)

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