A Câmara Municipal de Belém (CMB) sancionou no dia 4 de janeiro de 2013 a Lei de nº 8986 que torna obrigatória a realização do exame de Oximetria de Pulso, conhecido como “Teste do Coraçãozinho”, em recém-nascidos nas maternidades do município de Belém.
Apesar da lei ter entrado em vigor no início deste ano e de ser tão importante quanto os outros exames já realizados logo após o nascimento de uma criança, o teste ainda não está sendo oferecido na rede de saúde pública da capital.
Segundo a presidente da Sociedade Paraense de Pediatria, Rejane Cavalcante, na rede de saúde privada, o exame já está sendo oferecido há mais de um ano, mas na rede pública de Belém ainda está em fase de implantação. O teste deve ser feito após as primeiras 24 horas de vida da criança, ainda no berçário, e antes da alta hospitalar.
“O teste do coraçãozinho é uma triagem que serve pra identificar as más formações cardíacas mais graves, que um exame simples feito pelo pediatra não conseguiria identificar”, diz a médica. Segundo a pediatra, a importância de realizar o exame ainda na maternidade é o diagnóstico precoce de algum problema cardíaco grave e um encaminhamento correto que pode evitar o risco de morte da criança.
APARELHO
O exame de Oximetria de Pulso é feito com um aparelho chamado “oxímetro” que mede a oxigenação do sangue. “A diferença de saturação de oxigênio na circulação à direita ou à esquerda do bebê pode ser um indicativo de má formação. Se for identificado algum problema, se solicita um ecocardiograma pra identificar qual é a má formação e encaminhar a criança para um acompanhamento cardiológico”, explicou Rejane.
A pediatra enfatiza que a realização precoce do exame é tão necessária e importante para corrigir possíveis problemas quanto os testes do pezinho que detecta desde problemas infecciosos até metabólicos, do olhinho que detecta patologias oculares e da orelhinha feito para detectar e prevenir patologias que podem comprometer a audição e a fala do bebê. “Precisa ter uma divulgação maior, até mesmo para que os pais entendam do que se trata e cobrem que seja feito”.
O DIÁRIO contactou com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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