A fumaça vinda dos automóveis e o calor do asfalto estão logo ali. Dos portões de ferro para fora, o movimento acelerado das pessoas mistura-se ao trânsito intenso de um dos principais corredores de acesso da capital paraense e denuncia a metrópole. Mas é só entrar no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves para se esquecer. O clima ameno, o cheiro de floresta e o ruído acolhedor das diversas espécies de animais mantidas no local [e das crianças que inevitavelmente se admiram com o ambiente] traz um sossego que Belém merece e que resiste.
Uma programação especial alusiva aos 130 anos do espaço foi aberta ontem e segue até amanhã dando acesso a atividades de recreação, lazer e educação ambiental, oficinas de reciclagem, trilhas monitoradas, plantio de mudas e apresentação teatral e de filmes.
Com os pés descalços no chão de barro, Beatriz Coelho, 10 anos, admirava-se com arara, uma das espécies mais visitadas no espaço. “Ela não se assusta, quanto mais gente tem, mais se exibe” explicava a mãe, a dona de casa Virginia Coelho fazendo questão de deixar a menina bem a vontade.
Inspirado no Bois de Bologne, de Paris, o bosque Rodrigues Alves ganhou status de jardim botânico em julho de 2002 e mantém hoje em seu espaço 43 espécies de animais em cativeiro entre mamíferos, aves, répteis e peixes, outras 25 espécies vivem no chamado semi aberto, livres dentro do bosque, como preguiças, macacos e tatus. O maior destaque do espaço, a fauna rica de espécies regionais, abriga 300 espécies diferentes distribuídas em 50 famílias e 200 gêneros.
Há 40 anos sem visitar o bosque dona Raimunda Moraes voltou ao local ontem com os três netos, Raiane, 13, Ruan, 7 e Luana, 3, e se divertiu. Após o passeio por todo o parque encantando-se com as tartarugas e jabutis, eles se divertiram com o show a parte oferecido por um grupo de macaquinhos que brincavam livremente entre as árvores do local. “De quando eu vinha pra cá esse espaço mudou muito. Antes tinha muita mata e aconteciam umas festas. Mesmo assim é um espaço muito bom pra trazer as crianças porque dá pra se divertir e é perto de casa”, avaliou a avó sempre atenta aos movimento dos netos encantados com o que viam.
O Bosque Rodrigues Alves é aberto de terça feira a domingo das 8h às 14 horas para entrada. A permanência máxima é até às 17 horas.
“O bosque é um espaço de lazer que reúne muitos paraenses especialmente aos finais de semana que chegamos a receber 4 mil visitantes. É um espaço de contemplação da natureza que se mantem como uma testemunha do que outrora fora a cidade de Belém”, avalia o diretor do espaço, Paulo Altieri.
PROGRAMAÇÃO
Sábado (24-08) - 8h às 16h - Feira de produtos orgânicos (próximo ao Chalé de Ferro); 8h às 16h - Ônibus Biblioteca do Centur (próximo ao Lago da Iara); 9h às 11h - Exposição e encenação teatral da Fundação Escola Bosque;
Domingo (25-08) - 8h30 - Alvorada musical, com a banda de música da Guarda Municipal; 10h30 às 12h - Apresentações culturais (Fumbel)
8h às 16h - Ônibus Biblioteca do Centur
(Diário do Pará)
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