Após reunirem com autoridades de Bragança, Viseu e Augusto Corrêa, que declararam solidariedade ao protesto iniciado na terça-feira, 20, manifestantes do movimento “Viseu e Augusto Corrêa com estrada há progresso” se mantém às proximidades da ponte de Sapucaia, em Bragança, onde estão acampados, até que tenham algum posicionamento concreto sobre as reivindicações feitas.
A ausência de qualquer representante da Secretaria de Estado de Transportes (Setran) para dialogar sobre a situação, como fizeram as demais instituições envolvidas no assunto, e solicitadas para tal, é motivo de grande indignação entre os manifestantes.
A reunião realizada ontem, no começo da tarde, em um restaurante no bairro do Trevo, em Bragança, contou com a participação dos líderes do movimento, que mais uma vez expuseram o problema para as seguintes autoridades: o prefeito de Bragança e presidente da Câmara Municipal de Bragança, Nelson Magalhães e vereador Nelilson Azevedo; a prefeita e o presidente da Câmara Municipal de Augusto Corrêa, Romana Reis e vereador Estrela; e o presidente da Câmara de Viseu, vereador Isaias Neto, que prometerem se mobilizar para a vinda de deputados até o local, neste sábado (24), para dialogar com os manifestantes e ver as possibilidades de atendimento das reivindicações. Solidárias aos manifestantes, as autoridades também se comprometeram em fornecer mantimentos, garantindo a alimentação dos militantes acampados.
Diante da situação, um aspecto deixa os manifestantes ainda mais irritados: a posição do Governo do Estado. “Nós já recebemos representantes do DNIT, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar, dos municípios envolvidos, menos da Setran. Teremos que pedir socorro para quem? Para o governo do Maranhão ou do Piauí? Que me conste, além de ter reivindicação de estradas estaduais, ainda que fosse somente a BR-308, este problema não está atingindo o Estado do Pará”, questionou o militante Gilberto Muniz, um dos líderes do movimento, que ontem ganhou mais adeptos: os moradores da região do Montenegro e Cacoal do Peritoró, colônias bragantinas, cujo acesso pelas PA 112 e PA 108, respectivamente, também estão em péssimo estado de conservação.
Através de sua assessoria de comunicação, a Setran, informou que já realizou levantamento de campo e está preparando o processo de licitação para os serviços de conservação nas PAs 462, 108, 102 e 112, todas na Região Bragantina.
(Diário do Pará)
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