No final da tarde de sexta-feira (23) uma equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, Regional do Sudeste do Pará, com sede em Marabá, realizou a necropsia nos restos mortais que seriam do tratorista Welbert Cabral Costa, que estava desaparecido desde o dia 24 de julho. O caso se registrou em São Félix do Xingu, sul do Pará.
Paralelo à necropsia, o médico-legista Paulo Everton também retirou material para exame de DNA, que pretende comprovar se realmente o corpo pertence ao trabalhador. Ele foi encontrado na tarde de quinta-feira (22) em área da fazenda Lagoa do Triunfo, pertencente ao complexo pecuário Agro Santa Bárbara.
Em nota à imprensa, a Santa Bárbara informou que também envidou todos os esforços para a localização do corpo e que vai continuar ajudando a polícia a esclarecer o crime.
Até a noite de ontem, a equipe do CPC de Marabá aguardava a chegada de dois membros da família de Welbert Cabral, também para a coleta de material para complementar o exame de DNA, que vai ser realizado no “Renato Chaves” de Belém.
O prazo é de 20 dias para sair o resultado. Até lá, os restos mortais ficam acondicionados em dois sacos especiais e guardados em ambiente apropriado no necrotério do Cemitério da Saudade, na Folha 29 (Nova Marabá).
Caso o exame de DNA comprove que os restos mortais pertencem ao trabalhador rural, o corpo será entregue à família para que seja dado um sepultamento digno. Caso contrário, será enterrado como indigente.
Welbert Cabral morava em Água Azul do Norte, mas trabalhava na fazenda Lagoa do Triunfo, em São Félix do Xingu. No dia 24 de julho ele saiu de casa avisando à família que iria até o escritório da fazenda, onde pretendia receber R$ 18 mil, resultado de rescisão contratual.
Ele havia saído da empresa depois de gozar alguns meses de licença médica, por conta de acidente trabalhista. Welbert nunca mais voltou pra casa.
O corpo, que supostamente pertence ao trabalhador rural, foi localizado na tarde desta quinta-feira em área da própria fazenda, distante 15 quilômetros da portaria principal do imóvel rural.
SUSPEITOS
Figuram como principais suspeitos do crime, Divo Ferreira, 44 anos, fiscal de serviço, e Maciel Berlanda do Nascimento, capataz da fazenda. Os dois estão foragidos. A Justiça da Comarca de São Félix do Xingu já decretou a prisão de ambos.
(Diário do Pará)
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