Moradores atingidos pela indústria de transformação mineral de Barcarena interditam desde as 3h da manhã de hoje (26) a rodovia PA-483, que dá acesso ao Porto de Vila do Conde e às fábricas das empresas Albras, Alunorte e outras instaladas na área.
É a segunda vez que a população do município fecha a rodovia para pressionar o governo do Pará a reabir as negociações sobre temas como o remanejamento de famílias prejudicadas pelas fábricas, indenizações, maior fiscalização sobre a poluição do ar e outros temas.
Na última sexta-feira (23), a interdição da rodovia foi suspensa no final da tarde, mas os moradores prometem continuar com as interdições até que haja uma sinalização do governo sobre o retorno às negociações.
"O major da polícia que estava negociando ficou de entrar em contato com o governo e nos dar uma resposta, mas não retornou, por isso, nós voltamos hoje", diz Francisco Sérgio, do Centro Comunitário de Vila do Conde, que participa da mobilização junto com movimentos sociais e outras associações de moradores da área.
Além das reivindicações já postas, Francisco diz também que os manifestantes vão cobrar do governo a restauração da rodovia, muito afetada pelo tráfego intenso de veículos pesados da indústria local. "Isso prejudica bastante os moradores", afirma.
O DOL tenta contato com a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) do governo do Estado para pedir um posicionamento sobre o assunto.
(DOL)
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