Os alunos da Escola Estadual de Ensino Técnico Magalhães Barata, no bairro do Telégrafo, se recusaram a assistir aula na manhã de ontem, em protesto contra as péssimas condições da escola. Quando os jovens chegaram à instituição, a bomba que liberava água para o prédio havia queimado. A reclamação dá conta de outras questões estruturais, como falta de laboratórios.
Segundo os alunos, a bomba que queimou havia sido comprada com o dinheiro de um professor. “Ficamos sem água e resolvemos parar até que isso, pelo menos, se resolva. Também tem a questão do mato que está só crescendo aqui. A Seduc pagava uma empresa para fazer isso mas ela não vem mais aqui desde julho, por aí. Fora isso, as salas estão ruins, portas e maçanetas quebradas e ar condicionado que não funciona”, relata Ivan Souza, estudante.
A escola abriga cursos de informática, eletrotécnica, eletrônica, mecânica, edificações e segurança do trabalho. Segundo os alunos, o calendário dos cursos só deve terminar seis meses depois do previsto. “A gente não tem laboratórios, são só salas sem estrutura. Nem a biblioteca funciona. Não tem material para eles. Também não temos refeitório. Os banheiros estão sujos”, comenta o aluno Jones Silva.
A equipe do DIÁRIO teve acesso à sala onde deveria funcionar a biblioteca. Organizada como uma sala de aula, tem diversos livros antigos e empoeirados, além de outros embalados e lacrados. A sala está servindo de depósito.
Seduc
O gestor da Unidade Seduc na Escola II (USE II), Sergio Araújo negociou com os alunos um retorno às aulas para assim que a bomba fosse reparada. “Tínhamos conhecimento da sujeira, do mato. Já mandei tirar a bomba e vou verificar a situação da empresa que faz a limpeza, que são as duas demandas essenciais. Eles fizeram outras solicitações que vamos atrás. No dia 10, vou me reunir com eles de novo e relatar o que já temos garantido”.
A Seduc informou ainda, em nota, que na tarde de ontem a bomba voltou a funcionar. A secretaria garantiu que a escola receberá uma reforma e ampliação de suas instalações, orçada no valor de R$1.182.955,37. O projeto está em fase de homologação e a obra está prevista para iniciar em setembro.
(Diário do Pará)
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