A família da paciente Irla Cunha, de 17 anos, que necessita de um medicamento específico para controle do diabete tipo 1, fornecido pelo governo do Estado, através do Sistema Único de Saúde (SUS), denuncia a falta da medicação no posto de saúde da Pratinha, em Belém.
De acordo com Haroldo Cunha, pai da jovem, o remédio não está disponível nem mesmo na rede privada e custa R$ 2 mil. "São medicamentos e insumos, uma série de equipamentos para ser aplicados e não conseguimos resolver até agora. Minha filha foi buscar e a enfermeira do posto afirmou que não tinha", diz.
Para a família, um apelo judicial será a única solução para agilizar o processo caso não seja resolvida a situação com urgência. "Vamos esperar até a próxima segunda-feira, se não conseguirmos vou pedir um documento escrito e entrar com recurso na justiça", completa o pai da jovem.
O DOL entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) que afirmou através de nota que está atendendo regularmente os pacientes cadastrados, mas que o distribuidor solicitou o cancelamento dos empenhos, alegando que não renovou o contrato com o fabricante dos insumos para a bomba de insulina, o que impossibilitou o fornecimento para a Sespa.
Na nota, a Secretaria ressalta que já está tomando as providências para normalizar o atendimento aos pacientes cadastrados. O DOL ainda entrou em contato com o posto de saúde da Pratinha, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.
(DOL)
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