Desde a noite de domingo, os funcionários do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, da 14 de Março, iniciaram um processo de esvaziamento do prédio e estruturação para a paralisação de 12h que ocorrerá nesta segunda-feira. Das sete da manhã às sete da noite, 30% do efetivo de médicos e funcionários devem permanecer trabalhando dentro do prédio, enquanto 70% devem permanecer do lado de fora, realizando ato público contra o abandono da saúde no município.
Rosana Oliveira, presidente da Associação dos Servidores da Saúde de Belém, explica que a paralisação é geral e indica uma possível greve. “Todas as categorias vão parar. Chegamos a um ponto em que não há nenhuma condição de continuar trabalhando. Estamos sem setor de esterilização, com falta de ambulâncias porque as duas estão sempre transportando pacientes para outros centros e com condições de insalubridade insustentáveis. Temos setores do PSM fechados por infestação de ratos!” denuncia a enfermeira.
Com a paralisação, o movimento espera negociar com a prefeitura de Belém soluções imediatas para os problemas da saúde. “O Yuji Kikuta – antigo secretário – começou um diálogo conosco, mas entregou o cargo então tudo voltou à estaca zero. Queremos que o próprio prefeito venha participar da negociação, porque ele tem poder de mando e estabilidade. Com essa rotação na secretaria da saúde não há nem como negociar” afirma Rosana.
Se até as 19h não houver apresentação de soluções pela prefeitura para as demandas. o movimento vai realizar assembleia geral para aprovar e anunciar greve. “Estamos nos preparando para a greve. Parece haver uma má vontade sistemática do poder público. A precarização da saúde pública é intencional, só não sabemos dizer se o objetivo final é a terceirização ou privatização dos serviços” afirmou a dirigente da associação.
(Diário do Pará)
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