Biodiversidade, desenvolvimento sustentável, recursos naturais. Quem lê o vocabulário pode não saber exatamente o que significam todos os conceitos, mas certamente já ouviu algumas destas palavras. A preservação ambiental nunca esteve tão presente na pauta dos noticiários e nos meios de comunicação. Depois de séculos de degradação, sentimos necessidade de reavaliar nossas posturas e rever nossa relação com a natureza. Mas, relevando o tom apocalíptico e dramático de muitas previsões, há realmente motivo para preocupação?
É isto que o DIÁRIO se propõe a responder a partir do próximo domingo (08), com o lançamento do projeto “Planeta Pará”, uma série de publicações que mostrará que preservar o meio ambiente vai muito além de manter nossa floresta em pé. Serão cinco fascículos especiais. A cada domingo, o DIÁRIO apresentará as mesorregiões mais importantes do Estado: Marajó e Grande Belém (08/09); Nordeste (15/09); Baixo Amazonas (22/09); Sudeste (29/09); e Sudoeste (06/10).
Frente aos nossos 1.247.950 quilômetros quadrados, ocupados por quase 7,6 milhões de pessoas, a série mostrará as principais riquezas ambientais e debaterá os grandes desafios que temos pela frente na tarefa de cultivá-las. O projeto tem o apoio das empresas Norsk Hydro e Colossus Mineração.
Homens e natureza
Em doze páginas por fascículo e em linguagem acessível, o leitor do DIÁRIO poderá conhecer o universo ambiental de cada região do Pará, com suas qualidades, especificidades e entraves. A questão socioambiental, embasada por especialistas, norteará discussões mostrando como a relação da nossa sociedade, mesmo em áreas urbanas, é indissociável da natureza. O objetivo é traçar um perfil da situação ambiental do Estado, interligando conhecimentos e democratizando informações.
As matérias serão fundamentadas em dados a respeito de temas como biodiversidade, espécies ameaçadas de extinção, desmatamento e índices de desenvolvimento humano. As fontes são pesquisadores e órgãos de pesquisa gabaritados, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Museu Paraense Emílio Goeldi, o Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental do Pará (Idesp-PA) e o Poema (Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, da Universidade Federal do Pará), entre outros.
O Pará está cravado na área continental com a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia. Estima-se que apenas cerca de 10% de nossas espécies de vegetais e animais são conhecidas pela ciência. Porém, tão grande quanto nossa variedade de riquezas naturais é a diversidade do povo paraense e as relações que mantém com a natureza. Por isso mesmo, as matérias da série de fascículos “Planeta Pará” também não deixarão de contar histórias de paraenses que, como todos nós, vivem e dependem do meio ambiente.
(Diário do Pará)
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