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Greve de rodoviários deixa Marabá sem ônibus

Os rodoviários de Marabá paralisam todas as atividades na manhã desta terça-feira (3) e iniciam greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam o término das negociações da data-base da categoria e outras pautas salariais. A principal insatisfação dos mot

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Os rodoviários de Marabá paralisam todas as atividades na manhã desta terça-feira (3) e iniciam greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam o término das negociações da data-base da categoria e outras pautas salariais. A principal insatisfação dos motoristas e cobradores das duas empresas que fazem as linhas de coletivos da cidade, as empresas TCA (Transporte Coletivo de Anápolis) e Nasson Tur (também de Anápolis, GO) é justamente o atraso nas negociações da data-base.

A pauta de reivindicações da categoria, segundo Oséias Brandão, diretor executivo do Sindicato dos Rodoviários do Sul e Sudeste do Pará (Sintrasul) é o reajuste salarial de 7,17%, medido pelo NPC, reajuste no valor da cesta básica de R$ 400 para R$ 500 (aumento de 25%) e inclusão de dependentes no plano de saúde. “Apenas o sindicato cedeu nas três reuniões que já aconteceram e as empresas ainda não lançaram nenhuma proposta. Só que não dá para estarmos trabalhando no vermelho” relatou o diretor do Sintrasul.

O presidente do Sintrasul, José Sidney Ferreira já havia notificado por meio de ofícios as duas empresas e deu prazo de 72 horas para que as pautas de reivindicações pudessem ser atendidas. A última tentativa foi uma reunião marcada para o final da tarde de ontem (2) na sede do sindicato, onde foi decidida a paralisação. Atualmente, Marabá conta com 53 ônibus, ou veículos operacionais e 13 linhas de transporte urbano.

De acordo com Oséias Brandão, o acordo deveria ter sido negociado no dia 1.º de maio, data-base da categoria. Entretanto, as negociações estão sendo “longas e demoradas” o que está causando insatisfação nos trabalhadores do setor. “Essas empresas chegaram há pouco tempo em Marabá sem nenhum ônus, como todo o vapor e continua da mesma forma, sai uma, entra outra e a nossa situação continua a mesma” desabafou Oséias Brandão. A reportagem do DIÁRIO procurou as empresas, mas nenhum representante foi encontrado para se manifestar.

(Diário do Pará)

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