Professores, estudantes e pais de alunos protestaram contra as condições da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom João VI, desde as 18h. A manifestação foi para chamar a atenção do Governo do Estado para o problema: a escola parou de funcionar na terça-feira, 03, por voltas das 11h, quando os funcionários foram surpreendidos mais uma vez por um curto-circuito na rede elétrica, em Capanema, Nordeste do Pará. Entretanto, os manifestantes cobram a reforma completa da instituição.
O curto-circuito que apavorou os funcionários da secretaria da Escola Dom João VI não é o primeiro registrado no estabelecimento com 40 anos de atividade e há muitos carente de reforma. Entretanto, foi o suficiente para que a instituição parasse de funcionar, mediante laudos fornecidos pelo Corpo de Bombeiros e pela Celpa, após a devida perícia na escola.
O professor Josemar Mesquita, um dos organizadores do movimento em prol da reforma completa da escola, explicou que embora o problema da rede elétrica tenha inviabilizado de vez o funcionamento da Dom João VI, há ainda muito a ser feito para que as instalações voltem a ser salubres. “Não há condições de aprendizado com tamanho desconforto, em salas de aula cobertas com tela Brasilit e sem ventilador, num calor de mais de 40 graus. A necessidade de reforma é geral, não é somente na rede elétrica”, argumentou o professor enquanto apontava para as imagens exibidas em um telão, para que a comunidade conhecesse as dependências em péssimo estado: madeirames podres, fiação danificada, piso estragado, ventiladores quebrados, dentre outras irregularidades.
O professor Adrielson David Almeida afirmou em seu pronunciamento que tal dificuldade que estão enfrentando professores e alunos da Escola Dom João VI não é um fato isolado, uma vez que é grande o número de escolas estaduais passando pela mesma crise. Para Adrielson, o protesto que estão fazendo deveria servir de exemplo para que professores e alunos de outras escolas prejudicadas também se manifestassem, cobrando providências do Governo do Estado. “Caso contrário, como podemos assegurar educação de qualidade em um ambiente assim? Como podemos aumentar o IDEB do Pará num ambiente que não oferece as mínimas condições de segurança e bem-estar? É impossível competir com outros Estados do Brasil. Educação não se faz só de boa vontade. Isso nós, gestores, professores e alunos da escola Dom João VI temos de sobra, entretanto, estamos carentes, e muito, de investimento na educação”, concluiu o professor.
A partir de hoje, a comitiva que comanda o movimento iniciará a preparação para a produção do desfile do dia 07 de setembro, quando os professores, alunos e os pais dos estudantes, desfilarão de luto, em sinal de protesto.
A assessoria de Comunicação da Seduc foi informada primeiramente ao telefone pela reportagem, que contou sobre a pauta a ser feita, e depois por e-mail, porém não recebeu nenhuma resposta via internet, nem foi atendida novamente pelo telefone, como havia sido combinado.
(Diário do Pará)
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