O Pará é o estado que mais receberá médicos cubanos. Dos 27 municípios paraenses que receberão os profissionais, 12 estão na região do Marajó. A previsão é que os médicos cheguem no estado dia 16 de setembro e imediatamente sigam aos municípios onde vão trabalhar.
Segundo o Ministério da Saúde, os municípios que receberão os médicos cubanos estão divididos da seguinte maneira: Afuá (dois), Alenquer (dois), Anajás (dois), Anapu (um), Aurora do Pará (dois), Aveiro (dois), Bagre (dois), Cachoeira do Arari (dois), Curralinho (dois), Curuá (dois), Faro (dois), Floresta do Araguaia (quatro), Garrafão do Norte (dois), Gurupá (dois), Limoeiro do Ajuru (dois), Melgaço (dois), Monte Alegre (dois), Muaná (dois), Nova Esperança do Piriá (dois), Novo Repartimento (dois), Pacajá (dois), Ponta de Pedras (dois), Portel (dois), Rurópolis (três), Santa Cruz do Arari (dois), São Sebastião da Boa Vista (dois) e Tracuateua (dois), além dos distritos sanitários especiais indígenas de Altamira (três) e Itaituba (três).
Sindmepa questiona vinda de cubanos
De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos no Pará (Sindmepa), Dr. Valdir Cardoso, o sindicato não é contra a vinda dos profissionais para o país, mas questionam a forma como eles estão sendo convocados.
"Somos favoráveis a ampliar o acesso da população ao atendimento médico, nosso questionamento é especificamente como estes profissionais estão vindo para os estados brasileiros. Eles não poderão sair dos municipios, não receberão diretamente a remuneração, ou seja, serão reféns do governo brasileiro", disse o presidente do sindicato.
O médico disse ainda que o sindicato quer apenas o direito de ir e vir desses profissionais.
"A outra questão é a qualificação dos médicos cubanos, já que no Brasil existe uma avaliação para você poder exercer a profissão em outro país. Os médicos estrangeiros não estão passando por este tipo de procedimento. Não sabemos da qualidade do antendimento que eles vão prestar a população", conclui o médico.
(DOL)
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