"A próxima ação dos servidores da educação municipal de Belém será ir até as escolas que ainda têm professores atuando para tentar agregrar mais pessoas à greve. Queremos paralisação completa em Belém, com 100% dos profissionais", afirma Maurílio Estumano, coordenador da executiva Belém do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública no Pará (Sintepp). A decisão foi resultado de uma assembleia geral realizada pela categoria na manhã desta quarta-feira (4).
"Decidimos que vamos continuar em greve, e que na próxima terça-feira (10), vamos realizar um novo ato em frente à prefeitura de Belém, igual ao que ocorreu nesta semana. Enquanto o dia não chega, iremos até as escolas para tentar convencer todos os profissionais a pararem as atividades", afirma Maurílio. Segundo ele, algumas escolas ainda possuem profissionais trabalhando, principalmente professores novos, em fase probatória. "Eles ficam com medo de sofrerem ameaças, serem demitidos. Queremos mostrar a eles que a greve é um direito, que não podem viver com medo".
Além das escolas, o coordenador do Sintepp afirma que os servidores também irão em comunidades de Belém para esclarecer as reivindicações à população. "A greve não é boa para a gente, nem para o prefeito, e principalmente para os alunos. Mas queremos explicar que é o único meio que o trabalhador tem para conseguir ser escutado quando o executivo fecha as portas", afirma.
Entre as principais reivindicações, estão o pagamento do piso salarial nacional, ciração de um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) unificado, melhorias no plano de saúde municipal, eleição de diretores e criação de novas escolas.
(DOL)
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