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Gestora da Amub fala sobre acusações na CMB

Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Belém (CMB) hoje vai discutir as acusações feitas por agentes de trânsito sobre supostas irregularidades que acontecem na Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub).  Ontem, a superintendente da

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Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Belém (CMB) hoje vai discutir as acusações feitas por agentes de trânsito sobre supostas irregularidades que acontecem na Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub).

Ontem, a superintendente da Amub, Maisa Tobias, confirmou que participará da sessão para esclarecer as denúncias. Pesa sobre ela as acusações de retirada de hora extra dos agentes, a suposta ordem de transformar a Amub em uma “indústria de multa”, inclusive de ter afastado 19 agentes de trânsito como forma de penalizá-los por causa da queda na arrecadação das multas, e cometer assédio moral. A audiência foi solicitada pelo vereador Fernando Carneiro (PSol).

Carneiro destacou que não se pode esboçar nenhum juízo de valor sobre as acusações. “Não podemos julgar a superintendente nem a Amub. Primeiro, é preciso esclarecer as denúncias e a audiência é um instrumento para isso”, destacou.

Na manhã da última terça-feira, servidores da Amub fecharam uma das pistas da avenida Júlio Cesar, em frente à sede provisória do órgão. A intenção era manifestar contra a atual forma de gestão do órgão e exigir uma resposta do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, sobre os apelos já feitos pelos servidores.

Resposta

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, Maisa Tobias atribuiu as acusações a jogadas políticas. “O que acontece é que tem um grupo de agentes que não quer se enquadrar na nova forma de gestão”, destacou a superintendente ao comentar a acusação de que ela havia retirado as horas extras dos trabalhadores.

Segundo Maisa, desde que assumiu a chefia da Amub, em janeiro, nenhuma hora extra foi cortada, porém a jornada de trabalho foi reordenada e cada agente poderá ter no máximo 40 horas extras por mês. “Antes tinha agente com 180 e 240 horas extras por mês, o que ficava muito acima da jornada de trabalho”, frisou.

Entre 2009 e 2012, segundo Maisa, a Amub acumulou uma dívida de R$ 1.112.901,45 referente a horas extras, o valor é quase o mesmo que o da folha mensal de pagamento dos servidores, que é de R$ 1,4 milhão.

Em relação à denúncia por assédio moral, a superintendente esclareceu que foi realizado um trabalho para dispor agentes fixos durante os três turnos diários, nos locais onde havia necessidade. Entre essas áreas está o Complexo do Ver-o-Peso. “Não existe ‘indústria de multa’. O que nós estamos fazendo é incentivando aos nossos agentes a orientar mais. As melhorias no trânsito dependem da educação”, disse.

(Diário do Pará)

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