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Corpo do piloto foi liberado, outros só em 15 dias

Familiares das vítimas do monomotor prefixo PT-DDG, da Táxi Aéreo Dourado LTDA, que caiu e explodiu na tarde de terça-feira (03), próximo à estrada da Ceasa, em Belém, estiveram na manhã de ontem (04) no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC)

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Familiares das vítimas do monomotor prefixo PT-DDG, da Táxi Aéreo Dourado LTDA, que caiu e explodiu na tarde de terça-feira (03), próximo à estrada da Ceasa, em Belém, estiveram na manhã de ontem (04) no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) onde foram informados sobre os procedimentos para a liberação dos corpos e fazer a coleta de material genético para o reconhecimento das vítimas.

O corpo do piloto Joaquim Calixto, 64, foi o primeiro a ser liberado aos familiares após ser identificado através de perícia da arcada dentária dele. “Conseguimos liberar o corpo do piloto por ele ser da aeronáutica e ter a ficha odontológica no hospital (da aeronáutica) que registra todo o histórico da pessoas, se fez obturação por exemplo”, explica o diretor geral do CPC Renato Chaves, Orlando Salgado Gouvêa.

Os corpos das outras duas vítimas, os seguranças da empresa de transporte de valores Prossegur, Rocivaldo Rabelo de Castro, 39, e Anderson de Oliveira Conceição, 31, serão identificados no prazo de 15 dias, por meio de exame de DNA, devido estarem altamente carbonizados. “Uma equipe composta por médicos legistas, odontólogos legistas e peritos criminais do laboratório de DNA forense já estão trabalhando para identificar os corpos. Os familiares serão informados quando saírem os resultados dos exames”, afirma o diretor.

Desolada, a viúva de Rocivaldo Castro, a servidora pública federal Carmem Souza, 51, que estava casada há um ano com o segurança, conta como recebeu a notícia. “Falei com ele pela última vez era uma hora da tarde (13h) e às três horas (15h) já não consegui mais falar. Ele havia me falado que estava vindo de Tucuruí, mas ele não me disse que ia viajar pro Marajó. E toda vez ele avisava. A minha cunhada me ligou perguntando se eu sabia dele e eu disse que ele tava viajando. Então ela falou que não queria me assustar e eu perguntei o que tinha acontecido, e ela disse que ‘o avião caiu’”, contou.

Carmem disse ainda que não tem filhos com Rocivaldo, apenas um casal fruto de outro casamento. Rocivaldo deixou três filhos de relacionamentos anteriores. “Ele trabalhava há sete anos na Prossegur. Todo dia ele viajava, e quando não tinha viagem ele ficava no carro”, afirma a servidora pública que agora aguarda a liberação do corpo do marido.

Em nota, o CPC Renato Chaves informou sobre todos “os procedimentos “médico-legais” e prazos que precisa para a identificação dos corpos.

O monomotor de prefixo PT-DDG, que ia para Breves, no Marajó, caiu e explodiu cinco minutos após decolar do aeroporto Brigadeiro Protásio, em Belém, às 14h45.

(Diário do Pará)

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