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Grito dos Excluídos tentará participar de desfile

Com o tema “Juventude da Amazônia em defesa da vida e contra projetos de destruição e morte”, será realizada no sábado a 19ª edição do Grito dos Excluídos em Belém e em todo o país. Como já acontece todos os anos, o principal objetivo da mobilização é faz

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Com o tema “Juventude da Amazônia em defesa da vida e contra projetos de destruição e morte”, será realizada no sábado a 19ª edição do Grito dos Excluídos em Belém e em todo o país. Como já acontece todos os anos, o principal objetivo da mobilização é fazer um contraponto ao dia no qual se comemora a Independência do Brasil, dando voz aos trabalhadores, estudantes, pessoas comuns e de diversos movimentos sociais para reivindicarem seus direitos, ao mesmo tempo em que ocorrerá o desfile de 7 de setembro. Os participantes prometem ato pacífico.

Representando parte da organização, o secretário executivo da CNBB, padre Paulo Silva, Dion Monteiro, do Fórum Social Pan Amazônico e Maurício Matos, membro do Movimento Xingu Vivo, realizaram na manhã de ontem coletiva de imprensa na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Norte 2 (CNBB/Pará e Amapá), em Belém, para informar os objetivos e qual o esquema da ação.

O ato terá 10 eixos temáticos que serão debatidos pelos respectivos movimentos ao longo do trajeto pelas ruas da capital paraense. Entre eles estão o Extermínio da Juventude, o Combate a todas as formas de opressão (contra o machismo, o racismo e a homofobia), a Precarização do Trabalho e Desemprego, abordado pelas centrais sindicais em defesa dos trabalhadores, a Criminalização da Luta por Direitos, abordado pelas organizações que lutam pelos direitos da sociedade em geral, Povos Indígenas, Terra e Territórios, Grandes Projetos na Amazônia, Meio Ambiente e Direito ao Bem Viver, a Democratização dos Meios de Comunicação, Defesa do Serviço Público (contra a privatização e precarização) e o Não Pagamento e Auditagem da Dívida Pública.

Direitos

Segundo o padre Paulo Silva, o Grito dos Excluídos é uma oportunidade para os cidadãos cobrarem seus direitos. “Os povos continuam sofridos e excluídos. Isso é algo inaceitável para a igreja. Daí surgiu o Grito. É um grito de fé, para dizer não aos projetos de morte e dizer sim para os projetos de vida”, afirma.

Dion Monteiro disse que os movimentos vão cobrar do governo resposta aos povos da Amazônia, aos indígenas que têm direito de ser ouvidos, mas não são. O Movimento Xingu Vivo vai reivindicar a paralisação das obras de Belo Monte, segundo Maurício Matos.

Com cinco paradas no trajeto, haverá duas encenações, uma pelo grupo de teatro Unipop sobre os meios de comunicação e outra, pelo Coletivo Marias, sobre a questão agrária. Os manifestantes vão pedir para entrar no desfile militar, na avenida Presidente Vargas. “Nos anos anteriores, fomos proibidos de entrar ou permitidos somente depois da saída do governador”, conta.

(Diário do Pará)

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