Inspirados nos movimentos sociais que invadiram as ruas de todo o Brasil em junho deste ano, parte da população da capital paraense vem apresentando uma série de reivindicações, através do Movimento Belém Livre, conhecido por realizar manifestações, que por vezes acabaram em confronto entre policiais e manifestantes. Entretanto, o movimento toma novos rumos, depois de um dos manifestantes afirmar ter sido sequestrado após filmar a ação policial durante um dos manifestos.
Paulo Sérgio Lima, de 23 anos, conta que havia gravado a ação do coronel Rosinaldo Conceição, da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), durante um ato ocorrido no dia 30 de agosto. “Eu estava filmando o ato e ao contrariar uma ordem ilegal dada pelos policiais, acabei sendo detido. Na viatura, fui xingado e ameçado. Esta tudo no vídeo”, afirma.
O denunciante conta que, três dias após o ocorrido, foi abordado por homens encapuzados, que ficavam lhe pedindo um vídeo. “Eu estava saindo do trabalho, quando um Siena, de cor prata, sem placa, parou na minha frente. Homens encapuzados me mandaram entrar, e depois ficaram me perguntando ‘cadê o vídeo?’, me xingando, dizendo que sabiam tudo sobre mim e outras ameaças”, conta Paulo Sérgio. “Pegaram meu celular, mas como não tinha nada lá, devolveram e me liberaram em uma rua deserta de Marituba”.
Paulo e outros manifestantes do Movimento Belém Livre entraram com uma ação na Corregedoria da Polícia Militar, pedindo investigação sobre o caso. “Nunca acusei nenhum policial de me sequestrar, nem mesmo o coronel Rosinaldo, isso foi um boato que surgiu na internet. Mas queremos esclarecimentos sobre as ameaças e agressões sofridas durante as manifestações”, conclui Paulo Sérgio.
O Movimento Belém Livre está atualmente reunindo material para apresentar uma ação coletiva contra os policiais suspeitos de agredirem manifestantes.
O DOL entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda posicionamento sobre o caso.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar