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Polícia prende pessoas ligadas ao jogo do bicho

Deflagrada no início da manhã de ontem, a operação Efeito Dominó conseguiu realizar a detenção de pelo menos 70 pessoas - 67 no Pará, duas na Bahia e uma no Rio de Janeiro. A ação foi simultânea nos três estados e tinha o objetivo de desmantelar organizaç

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Deflagrada no início da manhã de ontem, a operação Efeito Dominó conseguiu realizar a detenção de pelo menos 70 pessoas - 67 no Pará, duas na Bahia e uma no Rio de Janeiro. A ação foi simultânea nos três estados e tinha o objetivo de desmantelar organizações criminosas que exploram ilegalmente os jogos de azar.

Entre os detidos estão Luiz Drummond, filho de Luizinho Drummond, presidente da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense. Ele é apontado como um dos idealizadores do uso de tecnologia de recarga de celular como maneira de mascarar as apostas de jogo do bicho no Estado do Pará.

Outro detido é Antônio Cláudio Costa, o “Louro”, ex-diretor e conselheiro do Paysandu. As equipes da Polícia Civil, que contaram com a colaboração do Ministério Público Estadual e das Secretarias de Segurança do Rio de Janeiro e da Bahia, estiveram espalhadas em diversos pontos da capital paraense e do interior, cumprindo mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas, temporárias e em flagrante.

Um dos primeiros alvos da polícia foi a sede administrativa e financeira da banca de bicho Parazão. Segundo o delegado Ricardo Caçapietra, que comandava a equipe, essa seria a banca mais expressiva no Pará. “A prova de que se tratava de uma grande organização criminosa é essa estrutura montada por eles. Ali funcionava um callcenter, um datacenter, e havia toda uma estrutura de processamento das vendas. Até um gerador, para o caso de falta de energia elétrica, eles tinham no prédio”, relata.

Os jogos de azar também seriam responsáveis por uma grande movimentação financeira para lavagem de dinheiro. “Eles dificilmente fazem transações bancárias, tudo é repartido diariamente em dinheiro vivo, mas muito é investido em imóveis e outras empresas”, afirma o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino. Na sede, uma documentação encontrada revelava que a arrecadação diária da banca Parazão girava em torno de R$ 1 milhão. “O lucro líquido deles ficava entre R$ 200 e R$ 300 mil por dia”, informou o promotor Milton Menezes.

Toda a atuação ilícita era mascarada com o uso de tecnologia de uma atividade legalizada – a venda de recargas para celular. Segundo Firmino, os bicheiros do Pará trouxeram esta técnica dos Estados da Bahia e do Rio de Janeiro. “Essa tecnologia das máquinas que fazem venda de crédito era fornecida por empresas baianas e essas mesmas máquinas que serviam para vender crédito também eram usadas para fazer apostas no jogo do bicho”, explica.

Segundo Caçapietra, algumas das empresas investigadas teriam ligação com a forma de agir do bicheiro Carlinhos Cachoeira e também foram investigadas em operações anteriores – na “Dedo de Deus”, conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em 2011; e na operação “Aposta” da Polícia Federal, em 2007.

(Diário do Pará)

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