Devem ser enterrados hoje os corpos dos seguranças da Prossegur Anderson de Oliveira Conceição, 31, e Rocivaldo Rabelo de Castro, 39, que morreram na queda de um avião, na última terça-feira (3), em Belém. Ontem, o Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves concluiu os trabalhos de perícia nos corpos, que ficaram carbonizados na tragédia. A identificação deles só foi possível por meio de exame de DNA. Rocivaldo será enterrado na cidade de Vigia, nordeste paraense, onde está sendo realizado o velório. Os corpos foram liberados no final da tarde de ontem.
O monomotor Cesna, da empresa Taxi Aéreo Dourado, caiu na área da mata da Ceasa, após cerca de cinco minutos de ter decolado do Aeroporto Brigadeiro Protázio, em Belém, com destino a Portel, no arquipélago do Marajó. A bordo estavam os dois seguranças e o piloto Joaquim Calixto Neto, 64, que teve o corpo identificado na quarta-feira, 4, por meio da arcada dentária.
As causas do acidente continuam sendo investigadas pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I). Este avião foi o quinto acidente aeronáutico registrado no Pará só este ano.
O coordenador de Odontologia Legal e Antropoliga Forense (Colaf) do CPC, Jones Mota, destacou que as identificações dos corpos foram realizadas em um tempo recorde – levou dois dias – porque conseguiram coletar um bom material biológico dos cadáveres para fazer os exames. “Foram coletados sangue, cartilagem, urina e músculos cardíacos”, especificou. Mota informou que a causa da morte foi a carbonização dos corpos.
A coordenadora do laboratório do CPC, Edemya Nuayaed, relatou que os materiais biológicos começam a ser coletados na quarta-feira, 4, um dia após o acidente. “Dos familiares nós realizamos uma raspagem da mucosa oral”, especificou.Logo após a identificação o CPC comunicou aos familiares das vítimas sobre a liberação dos corpos. Consternada e inconformada, a viúva de Rocivaldo, Carmem Souza, quase não conseguia expressar o que sentia, a não ser por lágrimas. Segundo ela, a Prossegur está cobrindo as despesas do funeral. A reportagem tentou contato com a família de Anderson Oliveira, mas não obteve êxito.
(Diário do Pará)
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