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Pai quer reconstituição da morte do estudante

Alegando que o laudo sobre a morte do universitário Yego Cunha Leal é “inconclusivo”, o pai do estudante, Leandro Filho, disse que vai pedir a reconstituição da morte com todos os envolvidos no caso. A informação foi dada em Araguaína (TO) ontem, durante

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Alegando que o laudo sobre a morte do universitário Yego Cunha Leal é “inconclusivo”, o pai do estudante, Leandro Filho, disse que vai pedir a reconstituição da morte com todos os envolvidos no caso. A informação foi dada em Araguaína (TO) ontem, durante depoimento à Polícia Civil daquele Estado. Yego era aluno do curso de Geologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Marabá. Ele desapareceu no último dia 25 de agosto, quando fazia um trabalho de campo, acompanhado de um professor e dois colegas, no município de Babaçulândia (TO). O corpo dele foi encontrado quatro dias depois.

Os exames foram feitos no IML de Araguaína e de Palmas. O relatório descarta a hipótese de morte violenta, mas isso não indica que ele não possa ter sido vítima de outra situação além de uma possível insolação e desidratação.

Mas a delegada responsável pelo caso, Simone Aparecida de Melo, disse que só depois de ouvir os depoimentos vai analisar a possibilidade de uma reconstituição. Por outro lado, ela deixou claro que também vai pedir um exame toxicológico para ajudar na descoberta das causas da morte do estudante. Ainda de acordo com a policial, as investigações devem ser concluídas nos próximos 30 dias. Até lá, outras testemunhas ainda vão ser ouvidas.

Além do professor Emídio Araújo Santos Júnior, coordenador do curso de Geologia da UFPA em Marabá, também estavam no grupo com ele os estudantes Brenda e Adriano. Numa clínica psiquiátrica, em Belém, onde está internado, o professor Emídio contou sua versão sobre o que aconteceu.

Segundo ele, a estudante Brenda passou mal, de modo que ela ficou com o colega Adriano, enquanto o professor e Yego seguiriam juntos em busca de ajuda, mas no meio do caminho, Yego também passou mal. Por isso, Emídio teve de seguir sozinho. De madrugada, quando voltou ao local, junto com o professor Marcílio encontrou Brenda e Adriano, no lugar combinado, mas Yego não estava onde foi deixado ainda com vida, segundo o professor.

Só que a família da vítima tem uma versão um pouco diferente da que vem sendo contada pela universidade. Em carta enviada ao jornal, eles dizem que houve falta de comunicação no dia do desaparecimento do aluno para os familiares. Além disso, a notícia que foi veiculada de que ele teria sido encontrado em um buraco por um agente de saúde, somente serviu para desviar as atenções da busca e dificultar sua localização.

Outro ponto é que o corpo de Yego foi encontrado pelo tio de Yego, conhecido como Lando e por pessoas da comunidade local que ajudavam, orientados pelo Corpo de Bombeiros, aproximadamente a 120 metros do local, em apenas quatro horas de busca, próximo do local aonde havia sido deixado com vida segundo o professor Antônio Emídio, e não a 15 quilômetros como foi informado pelo professor.

(Diário do Pará)

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