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Protestos contra o governo marcam desfile militar

Assim como em todo o país, em Belém o tradicional desfile militar marcou as celebrações pelos 191 anos da Independência do Brasil. Exatos cinco mil homens e mulheres da Marinha, Exército, Bombeiros, Aeronáutica, Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federa

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Assim como em todo o país, em Belém o tradicional desfile militar marcou as celebrações pelos 191 anos da Independência do Brasil. Exatos cinco mil homens e mulheres da Marinha, Exército, Bombeiros, Aeronáutica, Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal e agentes do Detran marcharam na avenida Presidente Vargas. Houve alguns minutos de tensão, pois as autoridades presentes estavam com receio de manifestações durante as apresentações. Por causa disso, o desfile começou com meia hora de antecedência e encerrou 45 minutos antes do previsto e o governador do Estado, Simão Jatene, saiu às pressas do palanque.

Logo nas primeiras horas do dia, as avenidas Gentil Bittencourt e Serzedelo Correa estavam interditadas para que os pelotões pudessem se posicionar para o desfile. Oficiais, combatentes, ex-combatentes, policiais, salva-vidas e agentes, militares e civis de diversas patentes marcharam. Militares da Guiana Francesa e do Suriname, que atuam na fronteira com o Brasil, também se apresentaram.

A banda de música do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) abriu as apresentações. A Marinha foi a primeira Força Armada a desfilar. A corporação levou 416 militares para a avenida.

O Exército foi o que levou o maior número de militares para a avenida, aproximadamente 2 mil. Além dos homens, veículos também fizeram parte das apresentações.

A Força Aérea Brasileira, que este ano ficou com a coordenação do desfile militar, escalou 1.700 militares para a marcha. “Tivemos um efetivo maior e tudo ocorreu dentro do previsto”, disse o brigadeiro Carlos Eurico Santos.

O Corpo de Bombeiros apresentou veículos utilizados nas operações de salvamento e resgate. E a PRF levou uma mensagem de paz para o trânsito no qual pediu prudência aos motoristas.

O público compareceu em peso para assistir ao desfile militar, que começou por volta das 8h30 – meia hora antes do programado. A aposentada Lucia de Carvalho, 69, destacou que todo ano acompanha as apresentações e se admira com o que os militares levam para avenida. “Todos os anos eles trazem uma mensagem para a avenida. Eu gostei da apresentação dos policiais rodoviários federais, que falaram da violência no nosso trânsito, e dos bombeiros”, finalizou.

Manifestação

Em frente ao palanque das autoridades do Estado, alguns manifestantes levantaram cartazes com críticas ao governo do Estado. Dois questionavam as condições de trabalho da polícia e a situação de miséria na qual vivem os ribeirinhos na região do Marajó. A Polícia Militar ficou posicionada para evitar qualquer tumulto.

Um dos protestos foi da organização Resgate Sem Fronteiras, que atuou no salvamento dos cães em Santa Cruz do Arari e na assistência de algumas famílias daquela região. “A nossa entidade acabou vindo de São Paulo para cuidar do povo do Pará, por isso pedimos providências às autoridades”, disse o chefe da entidade, Benedito Correa.

(Diário do Pará)

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