O caderno Planeta Pará, encartado na edição de ontem do DIÁRIO, mexeu em um tema mais do que pertinente: a situação da arborização da cidade que tem como alcunha “Cidade das Mangueiras”, mas que é a segunda capital menos arborizada do país. Os leitores aprovaram a iniciativa da imprensa de tocar em um assunto sentido na pele - literalmente - diariamente por qualquer um que precise colocar os pés na rua em Belém. “O DIÁRIO está de parabéns pelo caderno e pode servir de exemplo para outros meios de comunicação, porque esse assunto precisa ser explorado também na TV e nas rádios. É preciso conscientização sobre a necessidade de termos mais árvores”, explica a professora Ana Maria Rodrigues, na Universidade Federal do Pará (UFPA), que desenvolve um projeto ligado ao assunto.
“Pela nossa localização geográfica, Belém é quente, e uma das coisas que pode fazer diminuir a sensação térmica ou até mesmo a temperatura são as árvores. Quem está de carro e tem seu ar condicionado, tudo bem, consegue aliviar o calor. Mas a população que está na rua, a pé ou nos coletivos, sofre”, diz a professora. “Você olha uma parada de ônibus e percebe que as pessoas se amontoam em qualquer cantinho que tiver uma sombra, nem que seja de um poste”, afirma.
“Belém perde árvores por uma série de motivos. O governo municipal não cuida, os comércios e empreendimentos imobiliários depredam a arborização por motivos absurdos, como, por exemplo, para não esconder a fachada de uma construção. As pessoas e o poder público precisam se conscientizar sobre a importância da arborização para o bem-estar de todos”, orienta.
O vigilante Kleiton Costa, que mora entre os bairros da Marambaia e Souza, também aprovou o conteúdo do caderno. “É interessante falar principalmente sobre o cuidado que essas árvores precisam. Eu tenho discussões sempre com um vizinho que plantou uma mangueira na rua de casa e agora as mangas ficam caindo no meu telhado. Não é só plantar, tem que ter manutenção, cuidado, a [Secretaria Municipal de Meio Ambiente] Semma tem que cumprir melhor esse papel”, alerta o leitor.
Nordeste do Pará é foco do fascículo dois
Além de abordar a mesorregião metropolitana de Belém e seus principais desafios hoje, do saneamento e tratamento do lixo à regulação climática proporcionada pela arborização, o fascículo um da série Planeta Pará tratou também das riquezas naturais e o desafio do desenvolvimento sustentável para a mesorregião do Marajó - que hoje possui um dos quadros mais graves referentes aos índices de desenvolvimento humano no Estado.
Na edição seguinte, a ser encartada no próximo domingo (15), a série de cinco fascículos levados às bancas pelo DIÁRIO se debruçará sobre a mesorregião Nordeste do Pará.
A riqueza ambiental, os desafios para a preservação e os principais problemas para o crescimento harmônico com a natureza estarão em foco.
Fascículos
Encartados semanalmente, os fascículos da série Planeta Pará têm apoio das empresas Colossus e Hydro.
As publicações seguintes encartadas pelo DIÁRIO abordarão ainda as mesorregiões do Baixo Amazonas (fascículo três, a ser publicado em 22/09), Sudoeste (fascículo quatro, de 29/09) e Sudeste do Pará (fascículo cinco, de 6/10).
(Diário do Pará)
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