Uma nova ação judicial, contra irregularidades no projeto da hidrelétrica de Belo Monte no Pará, foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Na 19ª ação judicial que o órgão move contra a Norte Energia, responsável pela obra em Belo monte, foi pedido a suspensão da Licença de Instalação de Belo Monte até que a concessionária apresente novos estudos sobre os impactos e compensações à população atingida.
Desta vez a ação alega violação por parte da Norte Energia, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de ter iniciado a obra sem medir os impactos que o projeto terá sobre os ídios Xikrin, moradores do rio Bacajá, o qual deverá perder 80% de vazão.
De acordo com informações do MPF, até agora não foram esclarecidos pela Norte Energia os impactos que serão acarretados sobre o ecossistema e nem a respeito das compensações que devem ser dadas aos índios. O primeiro estudo feito pela concessionária, segundo o MPF, não apresenta nenhuma dessas atenuantes.
O MPF pediu ainda que o desvio da água do rio para as turbinas de Belo Monte seja proibido até que todas as compensações sejam implementadas em favor dos Xikrin. A empresa e o BNDES, que para o MPF é corresponsável pelos danos, podem ser obrigados a pagar indenização aos indígenas pela demora em compensar pelos impactos.
Por telefone, a Norte Energia informou ao DOL que ainda não foi notificada sobre a ação e assim que for comunicada irá se manifestar.
(DOL com informações do MPF)
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