O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado (Stimcb-PA) segue paralisado. O impasse entre os operários e o Sinduscon-PA (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado) já dura mais de uma semana. Os trabalhadores pedem reajuste de 18,6%, implementação da cesta-básica e plano de saúde para a categoria, além de qualificação e progressão para as mulheres, da mesma forma que é feita para os homens. Ontem pela manhã, os trabalhadores se reuniram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT 8), na Praça Brasil, para protestar contra liminares expedidas na última semana contra o Stimcb-PA.
A principal determinação judicial contestada pelos trabalhadores é a proibição que determina que o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil deve manter distância de canteiros de obras e evitar piquetes. O Stimcb-PA afirma que cumpriu a decisão. “Nós temos 99% dos canteiros de Belém, Ananindeua e Marituba parados. Os próprios trabalhadores resolveram não trabalhar até que a patronal sente e volte a negociar com a gente”, afirma Ailson Cunha, coordenador geral do Stimcb-PA.
O Sinduscon-PA reafirma a política de não negociar enquanto os trabalhadores mantiverem a greve, mesmo reconhecendo como legítimo o movimento dos operários. Ms vai descontar os dias parados.. A proposta de reajuste de 9% foi rejeitada pelos trabalhadores, que afirmam que só voltarão ao trabalho quando garantirem a cesta básica.
Com a manifestação ontem, o trânsito na travessa Dom Pedro I, entre Jerônimo Pimentel e Senador Lemos, foi parcialmente interrompido. Muitos Policiais Militares da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) e Cavalaria acompanharam o protesto, que ocorreu de forma pacífica.
Em nota o TRT 8 informou que “os representantes do Sindicato foram recebidos no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região pela Presidente, Desembargadora do Trabalho Odete Almeida Alves, acompanhada do Juiz do Trabalho Substituto, na titularidade da 14ª Vara do Trabalho de Belém, Marcos Moutinho. O Presidente do Sindicato, Atenágoras, expôs as preocupações dos trabalhadores e pediu o apoio da Presidência, que sinalizou a necessidade de manifestação formal por parte dos empregados, para que o Tribunal possa ‘intermediar uma negociação entre as partes’. A direção do Stimcbg garantiu que fará a solicitação ainda hoje.
(Diário do Pará)
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