Uma reunião entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Dnit, a Câmara Municipal de Marabá, a Secretaria de Obras e Vias Públicas do município (Sevop) e a empresa Vale foi realizada na manhã de ontem (9) em Marabá. O objetivo do encontro foi debater as possíveis soluções para a segurança de usuários das duas pontes da cidade, a rodoferroviária sobre o rio Tocantins e outra sobre o rio Itacaiúnas.
Essa foi a primeira, de uma série de reuniões que devem ser realizadas no município sobre o problema, e contou com a presença do diretor de relações da comunidade da Vale, Aloísio Araújo, o vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito (PP) e representantes da Câmara.
O debate voltou a acontecer com muitas discussões, após o acidente que vitimou tia e sobrinha no dia 1º de setembro, quando Alcionira Oliveira Xavier, de 35 anos, e Francilene Alves, de 28, ao tentarem pular para o lado oposto da ponte rodoferroviária, acabaram caindo no vão da ponte e não resistiram ao acidente.
Não foi a primeira vez que acidentes desse tipo ocorrem nas pontes em Marabá. Com esse acidente já foram mais de dez vítimas que perderam a vida nas duas pontes. Após as recentes mortes das duas mulheres, a Câmara Municipal tomou a iniciativa de intermediar uma solução para o problema, convidando a Vale e o Dnit, além da Secretaria de Obras para discutirem soluções para o caso, e assim, evitar outras mortes.
Na reunião dessa segunda-feira foi definida que uma comissão ficará encarregada de supervisionar as futuras ações de segurança nas pontes. A comissão é formada pelo vereador Miguelito como representante da Câmara Municipal, o líder da pasta de Obras do município Antônio Pádua, como representante da prefeitura; Aloísio Araújo, em nome da Vale e representantes do Dnit que tratarão exclusivamente do assunto.
Uma das soluções propostas nesta primeira reunião, no caso da ponte rodoferroviária, seria inserir uma tela ou grade de retenção em toda a extensão da ponte com a finalidade de evitar o acesso de pessoas para a área da ferrovia. Mas a decisão final ficará a cargo de um engenheiro contratado exclusivamente para o caso. “Nós vamos agendar uma nova reunião e ver qual a melhor saída técnica, definida por um engenheiro de segurança”, disse o vereador Miguelito.
(Diário do Pará)
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