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Diagnóstico precoce combate doenças intestinais

Com a percepção de que 61% das pessoas se automedicam quando apresentam os principais sintomas das doenças inflamatórias intestinais (DII), o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GDIIB) realiza uma campanha nacional voltada para o

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Com a percepção de que 61% das pessoas se automedicam quando apresentam os principais sintomas das doenças inflamatórias intestinais (DII), o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GDIIB) realiza uma campanha nacional voltada para o diagnóstico precoce. Denominada “Seu Intestino Mudou?”, em Belém, a campanha será realizada no próximo domingo, na Praça Batista Campos.

Segundo a coloproctologista do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, Carmen Lobo, o que chama a atenção com relação às doenças é que, na maioria das vezes, os pacientes procuram atendimento com o quadro inflamatório já bastante avançado. “Ficamos muito preocupados com os casos que chegam até os profissionais em um estágio em que os danos não podem mais ser resolvidos”, afirma. “Hoje nós temos medicações com alta eficácia, inclusive pelo SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, esses pacientes já chegam à rede tardiamente”.

Campanha

Responsável pela ação no Pará, Carmen lembra que a campanha surgiu a partir dos resultados de uma pesquisa nacional que avaliou o comportamento de pacientes diante dos principais sintomas das doenças.

Para além da automedicação, a pesquisa ainda revelou que 39% preferem ‘esperar passar’ mesmo quando apresentam um dos sintomas mais críticos das doenças, quando há sangramento nas fezes. “São doenças que envolvem o sistema imunológico dentro do sistema digestivo e a pessoa pode desenvolver um quadro inflamatório. São doenças que têm incidência crescente, são crônicas e o melhor a se fazer é diagnosticar precocemente para evitar as complicações”.

“Há casos onde a pessoa pode acabar tendo que fazer colostomia. Porém, hoje, além das pessoas demorarem a procurar o médico, os profissionais de saúde têm dificuldade de encaminhar o paciente para um especialista”.

Para que a conscientização não fique restrita aos pacientes, médicos e demais profissionais farão as orientações sobre os sintomas das doenças inflamatórias intestinais tanto para a comunidade quanto para os profissionais de saúde. Segundo Carmen, a busca pelo especialista deve acontecer assim que a pessoa identifica alguma alteração no ritmo intestinal. “Diarreia e sangramentos são os sintomas mais graves, mas o mais frequente é a alteração dos hábitos intestinais. Se o intestino mudou de ritmo, sentiu dor, febre, a pessoa tem que fazer uma autorreflexão e procurar o serviço de saúde”.

(Diário do Pará)

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