A situação de cada barraca de venda de ervas do Ver-o-Peso será analisada individualmente pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) de Belém. Isto foi o acordado entre a prefeitura e os feirantes do mercado durante uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (17), em Belém, onde foi discutida o caso dos vendedores do local.
Um decreto da prefeitura determina que cada família possua no máximo três barracas na feira, decisão altamente criticada pelo sindicato dos feirantes, que afirma que a medida impede o crescimento dos vendedores e que o negócio seja passado como herança.
“Acordamos um compromisso com a secretaria para que ela faça uma fiscalização de todas as barracas, para ver cada caso. Barracas usadas como depósito ou alugadas para terceiros serão canceladas. Concordamos com isso, nós queremos tudo certo, mas não saímos satisfeitos”, afirmou Manoel Rendeiro, o “Didi”, presidente do sindicato dos feirantes.
“Continuamos sem garantia de que os trabalhadores continuarão nas barracas. Queríamos uma portaria que desse a segurança de que quem está trabalhando sério, continuará. São famílias que estão há gerações no mercado, filho, netos, noras, bisnetos. Não queremos esses empregos ameaçados”, concluiu Didi.
Os feirantes irão realizar uma reunião para repassar o que foi decidido na reunião aos demais trabalhadores do Ver-o-Peso e discutir novas ações do movimento.
(DOL)
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