O professor Lindomar Dias, que foi feito refém durante uma rebelião na última quarta-feira (11), no Presídio Estadual Metropolitano (PEM I), em Marituba, falou durante uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (17), no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintep), sobre a falta de segurança que os professores do Estado enfrentam no exercício da profissão para os que lecionam nos presídios paraenses.
O professor Lindomar, disse que por pouco não perdeu a vida. “Se não fosse os alunos me ajudarem a sobreviver durante a rebelião, eu teria morrido”, disse o educador.
Na coletiva também estavam presentes outros professores do Estado. Eles afirmaram que permanecerão paralisados até que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) providenciem ações que garantam a segurança dos servidores da educação durante o seu trabalho.
A categoria faz várias reivindicações, entre elas a falta de estrutura para ensinar os presos, falta de água potável e material didático insuficiente.
O coordenador do Sintepp, Willians Silva, disse que já havia falado para a Segup sobre a entrada de armas no presídio, mas nenhuma providência foi tomada.
Uma reunião foi marcada para o dia 25 de setembro com a participação da Segup, Ministério Público (MP) e professores, para discutir a questão da segurança.
GREVE
Os professores que trabalham dando aula em presídios da Região Metropolitana de Belém, decidiram na quinta-feira (12) paralisar as atividades até o dia da reunião que foi marcada para o dia 25 de setembro.
(DOL com informações de Tiago Júlio/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar