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Professores denunciam insegurança no trabalho

Professores e técnicos da rede Estadual de Ensino que trabalham na Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) permanecem paralisados por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sint

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Professores e técnicos da rede Estadual de Ensino que trabalham na Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) permanecem paralisados por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), são 57 profissionais que continuarão com as atividades suspensas até que as Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) e de Educação (Seduc) tomem medidas a curto e médio prazo para garantir a segurança dos servidores. Ontem pela manhã, uma coletiva de imprensa foi realizada na sede do Sintepp para expor as reivindicações da categoria. O professor Lindomar Dias, 48 anos, que permaneceu como refém na rebelião do Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I) também deu seu depoimento.

A professora Jatene Oliveira, integrante da comissão do Sintepp a que pertencem os profissionais paralisados, esclarece que nenhum reajuste salarial está sendo pedido. “Nós queremos apenas ter condições para trabalhar com segurança e tranquilidade. É importante deixar claro que, em nenhum momento, estamos nos opondo a nossos alunos. Como ficamos isolados nos blocos de detenção, estamos sujeitos a diversos riscos”, explica.

Os professores e técnicos pedem, entre outras demandas, a garantia de um agente de educação exclusivo e preparado para acompanhar as atividades, a substituição do atual modelo de “cela-aula” por espaços menos isolados e mais seguros e o cumprimento do número máximo de alunos por sala. “A capacidade máxima seria 15 alunos por professor, mas nós chegamos a dar aula para até 30 pessoas. Há um déficit de pessoal. Além disso, os agentes de educação tem uma visão e um conhecimento que nós não temos. Eles são necessários porque eles avaliam, a todo momento, se há alguma indicação de risco e como devemos proceder”, diz a professora Jatene Oliveira.

O professor Lindomar Dias, refém na rebelião da última quarta-feira (11), diz que deve sua vida aos alunos e ao grupo de detentos evangélicos. “Mesmo quem participava da rebelião dizia que eu era uma luz para eles porque, se não fosse por mim, eles não teriam como negociar. Em momento nenhum me maltrataram, me bateram ou me ameaçaram. Agora, é claro que ali qualquer coisa podia acontecer. Eu não aconselho ninguém a voltar ao PEM I. A situação está insustentável e, caso aconteça outra rebelião, ninguém tem garantia de que sairá vivo. Vai acontecer de novo”, antecipa o professor. Uma reunião marcada para o próximo dia 25 deverá reunir entidades e secretarias para discutir a situação dos professores conveniados à Susipe. Até lá, segundo o Sintepp, a paralisação deverá permanecer.

Susipe afirma desconhecer aviso do Sintepp

Em nota a assessoria de comunicação da Superintendência do Sistema Penitenciário informou que recebeu anteontem do Sintepp, um documento oficial sobre a paralisação das aulas nas Unidades Prisionais contendo as reivindicações da categoria. A Susipe informa também que a Seduc já foi comunicada oficialmente sobre o caso. Por fim, a Susipe esclarece ainda desconhecer a existência de qualquer documento que tenha sido encaminhado por parte do Sintepp à Superintendência informando sobre a entrada ilegal de armas no PEM 1 e de uma possível rebelião no presídio.

Já a Seduc informou que que está agendada, para a próxima quinta-feira (19), reunião com os técnicos e professores que atuam no convênio entre a Rede Estadual de Ensino e a Superintendência do Sistema Penal (Susipe).

(Diário do Pará)

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