Oito pessoas serão ouvidas durante o julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, no Fórum de Belém. A sessão é presidida pelo juiz titular da 2ª. Vara do Júri de Belém, Raimundo Moisés Alves Flexa. Bida é acusado de ter juntamente com Regivaldo Pereira Galvão encomendado a morte de Dorothy Stang.
A sessão foi aberta às 08h e não tem hora para encerrar, devendo a sentença ser proferida ainda hoje, no plenário do júri do Fórum Criminal da Capital.
De um lado está o promotor de Justiça Edson Souza, que atua na acusação em conjunto com a advogada Sandra Araújo dos Santos. Em defesa do réu estão atuando os advogados Arnaldo Lopes de Paula, Eduardo Imbiriba e Paulo Dias da Silva.
No começo da sessão o juiz formou o Conselho de Sentença através de sorteio os sete jurados que ficou composto por duas mulheres e cinco homens, de uma listagem de 25 jurados efetivos. O promotor de Justiça dispensou somente um nome e os advogados da defesa nenhum. Um jurado sorteado pediu dispensa alegando que tinha atuado como suplente em julgamentos anteriores sobre o caso.
As primeiras testemunhas ouvidas de acusação, Irmã Roberta Lee Spires (Irmã Rebeca), que falou sobre os projetos sociais da vítima junto aos colonos na região. Em seguida os jurados ouviram declarações do policial civil Waldir Freire, à época delegado que presidiu o inquérito sobre o crime. O depoente ratificou o relatório policial conclusivo sobre a responsabilização criminal do fazendeiro.
O terceiro depoente foi o servidor público, à época do INCRA, que explicou os lotes que estavam sendo disputados pelo fazendeiro e que seriam destinados a implantação do Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDS).
Nestas três primeiras horas foram ouvidos depoimentos de testemunhas de acusação e o juiz passou a ouvir a primeira testemunha da defesa, Fernando Luiz da Silva Raiol. O policial federal afastado, em razão de procedimentos administrativos que responde perante àquele órgão alega ter sido segurança da irmã Dorothy. O depoente tenta desqualificar o relatório policial civil que apontou a participação de Vitalmiro Moura no Homicídio.
Vitalmiro Moura já passou por três julgamentos, sendo condenado em dois e em um, absolvido. Ele cumpre pena em regime semiaberto desde a anulação do terceiro julgamento, em maio deste ano, pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
(DOL com informações do TJ/PA)
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