Na Avenida Presidente Vargas, os adesivos colados nos vidros das agências das instituições financeiras dava o aviso. Com salões apagados, poucos clientes e nenhum movimento, começou ontem pela manhã a greve dos bancários. A paralisação, que acontece em nível nacional, foi definida em assembleia geral na última quinta-feira (12). A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de oferecer apenas reajuste salarial de 6,1% foi rejeitada pela categoria.
Os bancários pedem reajuste de 11,93%, instituição do piso-salarial de R$ 2.860 e melhores condições de trabalho. A expectativa do Sindicato dos Bancários do Estado é que, pelo menos, 60% das atividades cessem nas cerca de 500 agências paraenses.
De acordo com Rosalina Amorim, presidente do Sindicato dos Bancários do Pará, a categoria aderiu em massa ao movimento no Estado e seguirá as orientações repassadas a nível nacional. “A expectativa é também parar 60% dos cerca de 9.000 bancários. Fora a questão do reajuste, nós também pedimos participação no Plano de Lucros e Resultados (PLR) no valor de três salários mais R$ 5.550 e vales-alimentação”, explica.
Todas as agências de Belém e Região Metropolitana devem permanecer funcionando parcialmente. Ontem pela manhã, o movimento era fraco. Os caixas de autoatendimento permanecerão funcionando e é possível pagar contas de forma eletrônica. “Os bancos são as instituições que mais lucram nesse país e nós recebemos salários que não correspondem a essa realidade. Precisamos ser mais valorizados”, diz Rosalina Amorim.
Os bancários também pedem a abertura de mais agências e o aumento do quadro efetivo e funcional. “A oferta não corresponde à demanda e muitas agências não estão preparadas para receber a quantidade de clientes que recebem. Precisamos de mais gente. Sem falar da questão da segurança, que precisa ser reforçada”, avalia a presidente do Sindicato dos Bancários do Pará.
Nesta segunda-feira (23), servidores do Banco do Estado do Pará (Banpará) tem uma nova rodada de negociações marcada.
(Diário do Pará)
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