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Anestesiologistas podem suspender as atividades

O procurador da República Alan Mansour estipulou prazo até o dia 1º de outubro para as secretarias de saúde de Belém (Sesma) e do Estado (Sespa) responderem sobre quando quitarão os pagamentos atrasados dos médicos anestesiologistas de Belém, que estão se

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O procurador da República Alan Mansour estipulou prazo até o dia 1º de outubro para as secretarias de saúde de Belém (Sesma) e do Estado (Sespa) responderem sobre quando quitarão os pagamentos atrasados dos médicos anestesiologistas de Belém, que estão sem receber há 90 dias. Na manhã desta sexta-feira (20), uma reunião foi realizada na sede do Ministério Público Federal. Em nota, a Sesma diz que não pagou por falta de repasse.

No próximo dia 30, os especialistas realizam uma assembleia para deliberar se suspendem ou não os procedimentos cirúrgicos feitos pelo SUS na capital.

No total, as duas secretarias devem R$ 1,2 milhões à Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Pará (Coopanest). Deste montante, R$ 499 mil são referentes ao ano de 2011 e que falta Sespa ficou de pagar. Outros R$ 270 mil são atrasos de salários do ano passado e R$ 480 mil são referentes aos três últimos meses, que a Sesma ainda não pagou.

De acordo com o presidente da entidade, Luis Paulo Mesquita, os serviços continuam normalmente até o final do mês. “No dia 30 faremos uma assembleia e os médicos é que decidem se suspendem os procedimentos. Esta situação gera insatisfação e caso pare todas as cirurgias do SUS ficarão comprometidas”, ressaltou.

Somente em Belém a cooperativa dispõe de 150 profissionais, a maioria presta plantão nos Prontos Socorros Municipais. “Alguns ameaçam largar as unidade, inclusive”, atentou Luis Paulo. No início primeiro trimestre deste ano, houve uma série de negociações entre a Sesma e a Coopanest.

Em setembro do ano passado, 2012, o Ministério Público do Estado do Pará (MPE) e o Ministério Público Federal (MPF) ajuizaram uma ação na qual pediram à Justiça Estadual decisão urgente para impedir que os médicos anestesiologistas mantivessem a suspensão do atendimento nos prontos-socorros municipais de Belém. A ação obrigava a Sesma a regularizar os equipamentos dos prontos-socorros e a pagar as dívidas que tinha com a cooperativa.

Desde março de 2010 os ministérios públicos Estadual e Federal vêm tendo que atuar para que os serviços sejam prestados de forma contínua e de qualidade.

(DOL com informações da Coopanest)

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