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Famílias vítimas do incêndio recebem doações

O Centro Comunitário Cipriano Santos se transformou em um grande depósito de solidariedade, tudo em prol das 29 famílias, um total de 111 pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, que perderam total ou parcialmente suas casas em um grande incêndio ocor

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O Centro Comunitário Cipriano Santos se transformou em um grande depósito de solidariedade, tudo em prol das 29 famílias, um total de 111 pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, que perderam total ou parcialmente suas casas em um grande incêndio ocorrido anteontem na Vila Sorriso, em Canudos.

No início da tarde de ontem, cestas básicas, roupas, sapatos e toda a sorte de itens entravam e saíam a todo momento do pequeno imóvel, situado na mesma rua que lhe dá o nome, lotado de pessoas carregando, separando as doações. Os vizinhos e até as vítimas da destruição formaram um grande mutirão para garantir que tudo chegasse ao destino o mais rápido possível.

O servidor público Jairo Luís, que perdeu a casa em que morava com a esposa e dois filhos, foi um dos que se dispuseram a ajudar. “Vim buscar algumas coisas, mas também estou ajudando. Não fiquei com nada, até o meu celular queimou junto”, relatou. “Hoje estou na casa de uma comadre aqui perto, amanhã eu já não sei. Não sei de muita coisa, estamos esperando a resposta das autoridades sobre o que vamos receber, e se vamos receber alguma ajuda para ter casa de novo”, revelou.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, além da casa de Jairo, outras 18 também foram totalmente destruídas pelo fogo, e duas foram atingidas parcialmente.Segundo o presidente do Centro Comunitário, Amilton Barros, os desalojados buscaram abrigo nas casas de parentes e amigos. “Todo mundo aqui mora perto um do outro e desde ontem está todo mundo aqui ajudando. Temos doações oficiais de órgãos do governo, como a [Fundação João Paulo XXIII) Funpapa, mas a comunidade também está muito empenhada em nos mandar roupa e comida. Ninguém chamou, as pessoas foram chegando e começando a ajudar”, relatou, em meio a uma pequena montanha de roupas e rodeado de caixas com cestas básicas e sacolas contendo de tudo um pouco: lençóis, travesseiros, sapatos, etc. Amilton contou ainda que no centro foi feita uma espécie de cadastro de todos os moradores vitimados pela situação, a fim de facilitar o recebimento das doações, e ainda o trabalho dos órgãos de governo responsáveis pela concessão de auxílio financeiro em função do ocorrido. (Diário do Pará)

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