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Acusado chama secretário de leviano

Apontado pela Secretaria de Meio Ambiente como um dos implicados na fraude madeireira recentemente detectada no município de Anajás, na ilha do Marajó, o empresário Eduardo Eguchi afirmou ontem que o titular da Sema, José Alberto Colares, foi “precipitado

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Apontado pela Secretaria de Meio Ambiente como um dos implicados na fraude madeireira recentemente detectada no município de Anajás, na ilha do Marajó, o empresário Eduardo Eguchi afirmou ontem que o titular da Sema, José Alberto Colares, foi “precipitado, leviano e irresponsável”. A reação indignada de Eduardo Eguchi se deve ao fato de Alberto Colares haver citado seu nome como controlador da empresa Tecniflora Ltda, responsável por um esquema criminoso montado para permitir o “esquentamento” de madeiras de origem desconhecida.

O empresário deixou claro, exibindo inclusive farta documentação, que ele não tinha mais qualquer responsabilidade sobre os atos da Tecniflora, visto que a firma e o projeto de manejo considerado fraudulento haviam sido transferidos para terceiros em 15 de outubro do ano passado. E o pior, acrescentou, é que a Sema tinha conhecimento do fato, visto que recebeu em tempo hábil todos os documentos relativos à operação.

Diretor da Associação dos Engenheiros Florestais do Estado do Pará e conselheiro pela entidade junto ao Conselho Regional de Engenharia (CREA), ele observou que, em atividade efetiva no mercado há quase três décadas e meia, nunca antes teve seu nome associado a um único ilícito, por menor que fosse, que pudesse pôr em dúvida a lisura de sua conduta, pessoal e profissional.

Entre outros documentos, o engenheiro florestal Eduardo Eguchi exibiu cópia do contrato de compra e venda, celebrado em 15 de outubro do ano passado. Por esse instrumento, cópia do qual acha-se em poder da Sema, ele transferiu o controle da Tecniflora e do projeto de manejo em Anajás para dois sócios, Edélcio Malcher Dias e Evangelista Oliveira da Silva. A transferência da firma (e do projeto de manejo) também foi formalizada, como manda a lei, através de alteração contratual registrada na Junta Comercial do Estado (Jucepa) sob o número 20000327415.

Eduardo Eguchi disponibilizou, ainda, cópias de recibo declaratório firmado pelos compradores, garantido por notas promissórias para pagamento em dez parcelas mensais. E se tudo isso não bastasse, ele ainda protocolou na Secretaria de Meio Ambiente no dia 11 deste mês, como ex-proprietário, esclarecimento de situações e de posse de direitos sobre a responsabilidade da firma Tecniflora Ltda. Adotado por meio de sua assessoria jurídica, esse procedimento, que atendeu recomendação da própria corregedoria da Sema, deveria servir como defesa antecipada, justamente para evitar citações indevidas.

O cuidado, como se viu, resultou inútil, mesmo estando a Sema de posse dos já citados e de outros documentos a ela encaminhadas por Eduardo Eguchi. “Pelos fatos relatados, eu quero deixar claro, sem margem para dúvidas ou interpretações malévolas, que o envolvimento de meu nome nesse episódio se deu de forma indevida, equivocada, mentirosa e irresponsável”, finalizou.

(Diário do Pará)

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