Trazendo informações sobre a mesorregião sudoeste do Pará, o quarto fascículo da série Planeta Pará abordou as transformações promovidas pelos grandes projetos que estão sendo instalados em uma das regiões que mais sofrem com o desmatamento e com ameaças aos povos tradicionais.
Encartado gratuitamente no DIÁRIO de ontem, o fascículo apresentou, em 10 páginas, os desafios das estradas na região e os impactos causados pela construção da UH de Belo Monte, dentre outros temas.
Concentrado e sempre preocupado com as questões que envolvem o próprio Estado, o sociólogo Luiz Bandeira acompanha cada um dos fascículos da série. “Ter acesso a essas informações é muito importante principalmente para que o povo paraense compreenda o Estado como um todo, para que seja mais valorizado”, acredita. “O Estado dispõe de riquezas que podem transformá-lo no Estado mais poderoso e essa série do Planeta Pará vem para tornar a população cada vez mais consciente. Eu sou leitor assíduo”.
Apresentado à mesorregião do sudoeste do Pará através do quarto fascículo da série, o vendedor Júlio Magno também aprovou a iniciativa que já publicou informações sobre as mesorregiões Metropolitana de Belém, do Marajó, Nordeste do Estado e do Baixo Amazonas. “As pessoas precisam se informar sobre os assuntos do Estado e hoje se fala muito nessas questões ambientais”, destaca. “Esse caderno ainda é bom porque trata das estradas também. A gente que viaja muito pela estrada já fica sabendo a situação em que está, muitas nunca foram terminadas”.
A série Planeta Pará tem o patrocínio das empresas Colossus Mineração e Norsk Hydro.
Fascículo 5 abordará a região sudeste
Embora a campeã em velocidade de destruição da floresta entre 2000 e 2009 tenha sido a mesorregião Sudoeste, que acumulou 127,38% de acréscimo sobre sua área desflorestada, a Mesorregião Sudeste é ainda hoje a que acumula a maior porção desflorestada no Estado, com 132.536,6 km² de área desmatada até 2009.
O Pará teve 73.765,1 km² de área desflorestada a mais entre 2000-2009. Saltou de 171.270,10 km² desmatados para 245.035,2 km² desflorestados no período. Nesse cenário da última década, o Sudeste segue na frente no acúmulo de quilômetros quadrados derrubados. Nos totais, foram 35.569,2 km² de área desflorestada a mais no Sudeste (entre 2000-2009).
Com ajuda de pesquisadores e especialistas na região, o fascículo 5 da série Planeta Pará, o último dessas edições especiais encartadas pelo DIÁRIO, se esforça para explicar esse fenômeno e repercute: que ações ainda são possíveis para tentar manter a área verde que ainda resta (como as reservas) e o que ainda há de riqueza de fauna e flora na região?
Programas como o Municípios Verdes e ações cruciais como o Termo de Ajuste de Condutas (TAC) firmado entre MPF e pecuaristas também estarão sendo abordados pelo fascículo - que avalia como eles estão ajudando a tentar mudar o cenário no Sudeste do Pará e quais os impactos já sentidos na região. Outro tema relevante do fascículo será o Arco do Desmatamento: o que é e como o Pará vem se se inserindo hoje neste fenômeno serão alguns dos tópicos abordados.
(Diário do Pará)
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