Em reunião, na noite desta segunda-feira (30), os anestesiologistas do Pará decidiram não suspender as atividades, no momento, e aguardar as respostas das secretarias de saúde Municipal (Sesma) e Estadual (Sespa) ao Ministério Público Federal (MPF) sobre os pagamentos atrasados dos profissionais. O prazo dado pelo MPF termina nesta terça-feira (1º).
Segundo a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Pará (Coopanest-PA), as duas secretarias devem R$ 1,2 milhão.
Somente em Belém, a cooperativa dispõe de 150 profissionais, a maioria em plantão nos Prontos Socorros Municipais, e que ameaçam paralisar ser a resposta não for dada pelas secretarias de saúde.
OUTRO LADO
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) afirma que não é verdade que o Estado esteja devendo a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas no Estado do Pará (Coopanest). Segundo a Sespa, o pagamento de R$ 380.688,00, referente ao mês de julho, foi feito na passada e que o mês de agosto não foi quitado porque o processo ainda não chegou à Diretoria Administrativa Financeira (DAF).
A Sespa informa, ainda, que em 2012, repassou à Coopanest-PA o montante de R$ 3.954.839,52 referente a 12 meses de prestação de serviços e que, este ano, já repassou um total de R$ 2.526.427,38, referente ao período de janeiro a julho de 2013.
Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, esses valores correspondem aos serviços anestésicos realizados em apenas quatro hospitais estaduais (Hospitais Regionais Abelardo Santos, de Cametá, de Salinópolis e de Tucuruí). “Para se ter uma ideia do número de anestesias aplicadas, tomando-se como exemplo o mês de agosto de 2013, foram apenas duas por dia em Salinópolis, cinco por dia em Cametá, duas por dia no Abelardo Santos e nove diariamente em Tucuruí”, disse Helio Franco.
“O valor pago é fixo para garantia de anestesista 24h por dia (plantões e sobreavisos noturnos e finais de semana) e imposto pela referida Cooperativa”, ressaltou Helio Franco.
Até o fechamento da matéria, a Sesma ainda não havia respondido à reportagem.
(Antonio Santos/DOL)
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