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Entrada de drogas nas fronteiras é alarmante

Os mais de 500 Municípios da faixa de fronteira brasileira estão nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Eles formam a chamada Linha da Fronteira e estão,

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Os mais de 500 Municípios da faixa de fronteira brasileira estão nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Eles formam a chamada Linha da Fronteira e estão, de acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios abandonados pelo Estado e marcados pela dificuldade de acesso a bens e serviços públicos. O estudo “Observatório do crack nos Municípios de Fronteira” mostra números alarmantes da entrada de drogas por estes municípios.

A CNM aplicou um questionário diretamente aos municípios de fronteira para saber qual a realidade destes entes, e as ações desenvolvidas para o enfrentamento do crack e outras drogas. “Um total de 56%, dentre as 588 cidades com essas características, responderam ao questionário. Ele foi voltado especialmente aos secretários municipais de Saúde e Assistência Social. Os resultados surpreendem”, adianta Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação.

Os entes localizados em regiões de fronteira são regidos por leis específicas. A Linha de fronteira geograficamente divide os países. As fronteiras podem ser secas - que não possuem descontinuidade de terreno, como rios, lagoas ou quaisquer outros elementos naturais que possam delimitar o espaço – ou cidades-gêmeas – com centros urbanos interligados.

Paulo Ziulkoski destaca que além de propícias geograficamente para o tráfico de drogas, essa localidades também possuem um déficit de servidores, o que, de acordo com o estudo, abre mais espaço para o crime.

Na Região Norte, de acordo com a pesquisa da CNM, aproximadamente 59% dos municípios enfrentam problemas com relação ao crack. O maior deles é a violência, de acordo com 21% dos pesquisados. O furto e o homicídio vêm em seguida, 19% e 18%.

Quando a questão vem de outras drogas, e não somente do crack, 90% dos municípios na Região Norte assumem o problema. Apenas 14% se dizem livres desse mal. No Norte brasileiro, 59% das cidades de fronteira são usadas como rota do tráfico de drogas. “O Observatório revelou que entre as drogas mais comercializadas está a maconha, a cocaína e em terceiro lugar o crack. Dos 22 Municípios ouvidos pela pesquisa, 14% receberam recursos federais do Plano Nacional de Combate ao Crack, em outros 82% nada chegou”, afirma Ziulkoski.

Há também uma lacuna no que se refere às instituições responsáveis pela fiscalização e segurança na fronteira do país. Postos da Polícia Federal e Destacamentos da Força Nacional e Aeronáutica aparecem em apenas 4,5% das citações. Em 13,6% há a presença de Postos da Polícia Rodoviária Federal, Alfândega e Quartéis do Exército.

(Diário do Pará)

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